Roma |
Santa Missa celebrada na capela da Casa Santa Marta
Papa reza pelos médicos e sacerdotes falecidos na assistência aos doentes de coronavírus
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“Recebi a notícia que nestes dias faleceram alguns médicos, sacerdotes, não sei se algum enfermeiro, que se contagiaram, foram contaminados porque estavam a serviço dos doentes. Rezemos por eles, pelas suas famílias, e agradeço a Deus pelo exemplo de heroísmo que nos dão na assistência aos doentes”. Foi desta forma que o Papa Francisco iniciou a Missa desta terça-feira, 24 de março, na capela da Casa Santa Marta, no Vaticano.

Segundo os últimos dados, até hoje, em Itália, morreram 24 médicos na sua atividade de assistência aos que foram atingidos pelo covid-19, entre os quase cinco mil agentes de saúde que foram contagiados. Além disso, cerca de 50 sacerdotes faleceram também devido à pandemia.

Na homilia da celebração matinal, Francisco lamentou os “muitos cristãos que vivem este estado de preguiça, incapacidade de fazer alguma coisa, mas lamentando-se de tudo”. “A preguiça é um veneno, é uma neblina que circunda a alma e não a deixa viver. E também, é uma droga, porque se você experimenta mais vezes, acaba a gostar. E acaba tornando-se um ‘triste-dependente’, um ‘preguiça-dependente’... É como o ar. E esse é um pecado bastante comum entre nós: a tristeza, a preguiça, não digo a melancolia, mas aproxima-se”, alertou.

Na capela da Casa Santa Marta, o Papa refletiu ainda sobre a água “como símbolo de salvação”. “Pensemos na água, a água que é símbolo da nossa força, da nossa vida, a água que Jesus usou para regenerar-nos, o Batismo. E pensemos também em nós, se alguém de nós corre o perigo de deslizar nesta preguiça, neste pecado neutral: o pecado do neutro é este, nem branco nem preto, não se sabe o que é. E este é um pecado que o diabo pode usar para aniquilar a nossa vida espiritual e também a nossa vida de pessoas. Que o Senhor nos ajude a entender como este pecado é feio e maligno”, concluiu.

O Papa Francisco terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística, convidando a fazer a comunhão espiritual. “Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento. Amo-vos sobre todas as coisas, e a minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, ao meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós!”, rezou Francisco.

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