Lisboa |
D. Américo Aguiar preside a Missa na Renascença
“A vontade de Deus é de vida”
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O Bispo Auxiliar de Lisboa D. Américo Aguiar assume que a suspensão das Missas comunitárias, por parte da Conferência Episcopal Portuguesa, é uma “situação dolorosa”, mas que a Igreja teve de tomar esta medida para “impedir que a morte impere”. “Não foi porque é fácil, não foi para fugir à frente de luta contra a pandemia. Foi e é uma situação dolorosa, mas é este sim fiel a Deus que temos de dar para impedir que a morte impere e ande à solta nas nossas cidades, nas nossas casas e nas nossas famílias”, referiu D. Américo Aguiar, na Missa a que presidiu na capela da Renascença, na manhã desta quarta-feira, 25 de março, sublinhando que o temor que impõe cuidados para não ser fonte de contágio deve ser acompanhado por “um sim ao modo de Maria” para fazer a vontade de Deus. E, continuou, “a vontade de Deus é de vida”.

Na sua homilia, o Bispo Auxiliar agradeceu a tantos que estão a fazer a sua parte – como médicos, enfermeiros, auxiliares dos lares de idoso, padeiros… “tantíssimos profissionais” – e apelou a todos os portugueses para serem conscientes e não se deslocarem. “Não vamos para nenhum sítio fazer férias. Não podemos arriscar contagiar os outros e a nós próprios”, destacou. D. Américo referiu-se, em concreto, a relatos que lhe têm chegado de várias zonas mais rurais do país, para onde estão a ir pessoas das cidades. “Comportam-se como se fosse no verão. Isso não é ser consciente do que se está a fazer”, advertiu.

Na Solenidade da Anunciação do Senhor, o prelado recordou o que o Anjo diz a Maria (“Não temas”). “Não estamos sozinhos; nós estamos com Ele, Ele vive no nosso coração”, garantiu D. Américo Aguiar, deixando uma palavra especial para que os que vivem sozinhos e já estão habituados a viver assim, pedindo-lhes que “redobrassem a certeza de que não estão sozinhos”. “Quando nos começarmos a queixar da falta de paciência e do stress desta ‘prisão domiciliária’, lembremo-nos de tantos irmãos sozinhos a ser visitados por boas e más memórias”, apontou.

O Bispo Auxiliar de Lisboa considerou ainda que é preciso ter “a disponibilidade de Maria na incerteza do que está em jogo”, e convidou à oração. “A oração é a nossa arma, a arma que todos temos mesmo fechados em casa. Não podemos estar só a bater com o pé no chão, a pedir a Deus, a pedir a Nossa Senhora. Cada um de nós tem de fazer a sua parte”, observou D. Américo Aguiar, na celebração que presidiu na capela da Renascença.

 

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