Roma |
Santa Missa na capela da Casa Santa Marta
Papa tocado por foto de pessoas sem-abrigo deitadas num estacionamento
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O Papa Francisco sentiu-se tocado no coração por uma fotografia publicada num jornal, que mostra pessoas na situação de sem-abrigo deitadas no chão de um parque de estacionamento na cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos. “Estes dias de dor e de tristeza evidenciam muitos problemas escondidos. No jornal, hoje, há uma foto que toca o coração: muitos sem-abrigo de uma cidade deitados num estacionamento, sob observação... há muitos sem-abrigo, hoje”, lembrou o Santo Padre, no início da Missa matinal desta quinta-feira, 2 de abril.

Esta foi a segunda vez que, esta semana, o Papa recordou a situação das pessoas em situação de sem-abrigo, neste tempo de pandemia. Na passada terça-feira, dia 31 de março, Francisco tinha deixado um apelo à sociedade, e à própria Igreja, para se encontrarem espaços capazes de proteger os sem-abrigo dos contágios da rua. Hoje, reforçou o apelo e invocou a intercessão da santa dos pobres. “Peçamos a Santa Teresa de Calcutá que desperte em nós o sentido da proximidade a muitas pessoas que na sociedade, na vida normal, vivem escondidas, mas, como os sem-abrigo, no momento da crise, se evidenciam desse modo”, rezou.

Na capela da Casa Santa Marta, o Papa recordou, na sua homilia, que a vida do cristão é ser consciente de ter sido escolhido por Deus, alegre por caminhar rumo a uma promessa e fiel no cumprimento da aliança. “A eleição, a promessa e a aliança são as três dimensões da vida de fé, e as três dimensões da vida cristã. Cada um de nós é um eleito, ninguém escolhe ser cristão no meio de todas as possibilidades que o ‘mercado’ religioso lhe oferece. É um eleito. Nós somos cristãos porque fomos eleitos. Nesta eleição há uma promessa, há uma promessa de esperança, e o sinal é a fecundidade. Mas deves observar a aliança. E a aliança é fidelidade, ser fiel. Fomos eleitos, o Senhor fez-nos uma promessa, e agora pede-nos uma aliança. Uma aliança de fidelidade”, sublinhou.

Segundo Francisco, “o cristão é cristão não porque pode mostrar a fé do batismo: a fé de batismo é um papel”. “Você é cristão se diz sim à eleição que Deus lhe fez, se vai atrás das promessas que o Senhor lhe fez e se vive uma aliança com o Senhor: essa é a vida cristã”, acrescentou.

 

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