Lisboa |
Nota da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana sobre a Páscoa 2020
“Ninguém ficará fora das intenções de oração que serão feitas nestes dias”
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A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) assegurou que “ninguém” vai ficar de “fora das intenções de oração” durante as celebrações de Páscoa. “Ao darmos início à Semana Santa, dirigimos uma palavra a todas as pessoas especialmente envolvidas na Pastoral Social. Na circunstância em que nos encontramos, resultante da pandemia do coronavírus que provoca a doença Covid-19, as celebrações da Páscoa irão acontecer privadamente sem as assembleias de fiéis, como é habitual. Estamos certos de que ninguém ficará fora das intenções de oração que serão feitas nestes dias, como já vem acontecendo”, assegura uma Nota da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana.

O texto lembra que a celebração do Tríduo Pascal é “o centro anual das celebrações litúrgicas da Igreja”. “Mas a ação caritativa da Pastoral Social não é um apêndice, faz parte da ‘natureza íntima da Igreja’ (Papa Bento XVI). Por isso, com os condicionalismos previstos, celebraremos a Páscoa, não esquecendo os migrantes, as pessoas com deficiência, os doentes, os pobres, as famílias enlutadas e todos os que estão envolvidos na Pastoral Social”, deseja a mensagem, assinada por D. José Traquina, presidente desta comissão episcopal.

 

“O esforço” de toda a Pastoral Social

Esta estrutura da CEP, no referido texto, quis ainda “salientar, valorizar e agradecer o esforço demonstrado por muitas pessoas, profissionais e voluntárias nas Instituições de Solidariedade Social, nas Misericórdias, Cáritas, Vicentinos e outros grupos sócio caritativos”. “Sublinhamos o redobrado esforço das Instituições Sociais que, com menos colaboradores, conseguiram assegurar a distribuição de refeições ao domicílio, aos utentes que antes apoiavam em Centro de Dia. Sublinhamos, também, o esforço das Cáritas Paroquiais, Conferências Vicentinas e outros grupos sócio caritativos das paróquias, normalmente assegurados por voluntários/as, pessoas reformadas aconselhadas, nesta altura, a resguardarem-se. Mesmo assim, estes organismos mantiveram o apoio a pessoas e famílias necessitadas, socorrendo-se da ajuda das Autarquias e de pessoas mais jovens, onde se contaram, também, escuteiros católicos”, recorda a nota, que salienta igualmente, “com elevado apreço, o desempenho da missão assumida pelos autarcas”. “Muitos Presidentes de Câmaras Municipais e Presidentes de Juntas de Freguesia assumiram pessoalmente a coordenação de assistência social das suas respetivas áreas geográficas, para que nenhuma pessoa ficasse sem o apoio necessário”, frisa.

 

O “testemunho” dos médicos e enfermeiros católicos

A mensagem de D. José Traquina, presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, regista também, “com gratidão”, o “testemunho dos médicos e enfermeiros, onde também se encontram católicos, na sua entrega a cuidar da saúde das pessoas nos hospitais, noutras instâncias de saúde e nos Lares de pessoas idosas”. “Sabemos também que os padres Capelães dos Hospitais e Capelães dos Estabelecimentos Prisionais estão a assegurar a assistência possível de acordo com a circunstância e prudência aconselhada”, lembra.

A nota não esquece que “já começaram a aparecer nas Dioceses sinais de dificuldade económica, por parte de algumas famílias, como efeito social da Pandemia”. “Neste sentido, contamos com a Cáritas e outras Instituições da Igreja para uma resposta organizada ao aumento de dificuldades sociais que se adivinham”, deseja.

A Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana termina a sua nota sobre a Páscoa 20202 com a bênção: “Deus abençoe todas as pessoas envolvidas na resposta ao efeito da Pandemia”.

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