Lisboa |
Região de Lisboa do CNE celebrou o Dia de São Jorge
“Nestes tempos desafiadores procuremos servir e darmo-nos aos outros”
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O Bispo Auxiliar de Lisboa D. Joaquim Mendes convidou os escuteiros da Região de Lisboa a não deixarem de “servir” e a unirem-se “à força de Cristo ressuscitado”. “Nestes tempos desafiadores procuremos servir e darmo-nos aos outros. Como disse o Papa Francisco, estamos todos no mesmo barco e precisamos de remar juntos. A união faz a força. Unamos a nossa força à força de Cristo ressuscitado, vençamos a paralisia do medo e façamo-nos presentes como «corpo» para servir”, desafiou o prelado, numa mensagem-vídeo transmitida no final da Eucaristia do Dia de São Jorge 2020.

A celebração teve lugar na igreja de Moscavide, que se encontrava vazia, na manhã do passado Domingo, 26 de abril, e foi presidida pelo assistente regional de Lisboa do CNE, padre Marcos Castro. Para garantir a participação dos escuteiros, a Eucaristia foi transmitida na página no Facebook do CNE Região de Lisboa e teve já mais de 12 mil visualizações. Na mensagem transmitida durante a celebração, D. Joaquim Mendes destacou a importância de os escuteiros manterem “forte” a sua “identidade”. “O nosso Movimento é designados com ‘Corpo Nacional de Escutas’. A metáfora do «corpo» é muito sugestiva e bela. É uma das imagens para designar a Igreja, onde todos somos importantes e necessários, e ao mesmo tempo intimamente unidos e solidários. A infeção num dedo afeta o corpo todo… Empenhemos-mos em cultivar este sentido de «corpo», de «família», de solidariedade e unidade, contra o individualismo, o egoísmo, a divisão e a indiferença”, apontou.

Garantindo que o Dia de São Jorge estava a ser celebrado com “o mesmo espírito e sentido de família escutista”, o Bispo Auxiliar de Lisboa lembrou ainda que o padroeiro do escutismo mundial “representa a unidade dos escuteiros a nível mundial e simultaneamente a inspiração para uma vida corajosa”. “Unidade e coragem, são necessárias no momento que estamos a viver”, salientou.

D. Joaquim Mendes pediu ainda aos escuteiros para “lerem e viverem o acontecimento COVID 19” à “luz da fé em Cristo ressuscitado”. “Não estamos sozinhos. Cristo ressuscitado caminha connosco. Procuremos descobrir os sinais da sua presença e deixemos que Ele transforme os nossos desânimos, as nossas derrotas e os nossos medos, nos acompanhe no nosso caminho e nos ajude a olhar o futuro com esperança”, desejou o prelado.

 

“Jesus está connosco”

Nesta Eucaristia do São Jorge 2020, o assistente regional de Lisboa do CNE assegurou, na sua homilia, que “tem rezado muito” pelos escuteiros. “Este tempo tem sido também muito bonito, para percebermos, no meio da nossa tristeza, aquilo que nos aquecia o coração”, referiu o padre Marcos Castro, garantindo ainda que “as saudades aquecem tanto este tempo”.

Este sacerdote, que é também pároco da Bobadela, recordou o Evangelho da celebração, destacando “o Amigo que se meteu com os discípulos de Emaús”. “Era Jesus! E nós sabemos que temos saudades do escutismo, das atividades, de estarmos uns com os outros, das chatices e das alegrias, mas o escutismo não é só isso. Quase que me atrevo a dizer que o escutismo nem é isso… O que os discípulos de Emaús descobriram quando Jesus morreu é que Ele está connosco, está vivo, mete-se connosco. E nós sabemos que Jesus está connosco”, observou o padre Marcos. “Anima-te, porque Jesus está contigo. Anima-te, porque és escuteiro”, acrescentou o sacerdote, procurando depois explicar o que é a “Graça” como “presença de Cristo”.

No final da homilia, o padre Marcos Castro convidou todos os escuteiros da Região de Lisboa que participavam, nas suas casas, nesta celebração do São Jorge, a renovarem a promessa do escuta. “É com a Graça de Deus que apoiamos a nossa promessa”, terminou o assistente regional de Lisboa do CNE.


Missa com todos os núcleos

Antes do início da celebração, o chefe regional de Lisboa do CNE, João Esteves, lembrou, numa mensagem-vídeo, que, devido à pandemia do covid-19, o Dia de São Jorge deste ano iria “ser festejado com a transmissão em direto, no Facebook, de uma celebração eucarística”. Depois, convidou os escuteiros a “abrirem o coração” a Jesus. “Alegremo-nos porque Jesus ressuscitou e de certeza que está connosco”, garantiu este responsável, agradecendo a todos os sete núcleos da Região de Lisboa “que disseram alerta” e se fizeram representar na celebração através da participação nas leituras e nos cânticos.


texto por Diogo Paiva Brandão
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