Roma |
Missa de terça-feira na Casa Santa Marta
Papa Francisco reza “pelas pessoas que morreram devido à pandemia”
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O Papa rezou hoje por todas as vítimas do novo coronavírus covid-19. “Rezemos hoje pelas pessoas que morreram devido à pandemia. Faleceram sozinhas, sem a carícia dos seus entes queridos, e muitas nem sequer tiveram o funeral. Que o Senhor as receba na glória”, pediu Francisco, na introdução da Missa matinal desta terça-feira, 5 de maio.

Na capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, o Santo Padre lamentou, na homilia, as diversas “atitudes” que “impedem de conhecer Cristo”. Desde logo “as riquezas”. “Muitos de nós, que entramos pela porta do Senhor, paramos e não continuamos porque vivemos presos nas riquezas. O Senhor era severo em relação às riquezas: foi muito duro, deveras severo. A ponto de dizer que era mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos Céus (cf. Mt 19, 24). Isto é duro! A riqueza é um impedimento para ir em frente. Mas será necessário cair no pauperismo? Não! Mas não sejamos escravos da riqueza, não vivamos para a riqueza, pois a riqueza é um senhor, é o senhor deste mundo e não podemos servir a dois senhores (cf. Lc 16, 13). As riquezas aprisionam-nos!”, sublinhou.

Outra atitude que impede de ir em frente no conhecimento de Jesus é “a rigidez: a rigidez do coração”. E também “a rigidez na interpretação da Lei”. “Jesus repreende os fariseus, os doutores da Lei, por causa desta rigidez (cf. Mt 23, 1-36). Isto não é fidelidade: a fidelidade é sempre um dom a Deus; a rigidez é uma segurança para mim”, apontou, destacando também “a preguiça” como “outra atitude que não nos deixa ir em frente no conhecimento de Jesus” e que “nos impede de continuar”.

Para o Papa, “outra atitude que já é suficientemente negativa é a clericalista”. “É uma doença terrível na Igreja: a atitude clericalista”, admitiu, destacando também a atitude do “espírito mundano”, nomeadamente “quando a observância da fé, a prática da fé acaba na mundanidade” e “tudo é mundano”. “Pensemos na celebração de alguns sacramentos em certas paróquias: quanta mundanidade existe! E a graça da presença de Jesus não é bem compreendida”, lamentou.

Segundo Francisco, “estas são as causas que nos impedem de fazer parte das ovelhas de Jesus”. “Somos ‘ovelhas’ [no seguimento] de todas estas atitudes: das riquezas, da preguiça, da rigidez, da mundanidade, do clericalismo, das modalidades, das ideologias, das formas de vida. Não há liberdade. E não se pode seguir Jesus sem liberdade”, garantiu o Papa, terminando: “Que o Senhor nos ilumine para ver dentro de nós se existe a liberdade de passar pela porta, que é Jesus, e de ir além de Jesus para ser rebanho, para ser ovelhas do seu rebanho”.

 

texto por Diogo Paiva Brandão
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