Roma |
Missa de terça-feira na Casa Santa Marta
Papa reza pelos enfermeiros, que estão a dar “um exemplo de heroísmo”
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O Papa Francisco considera que, neste tempo de pandemia e combate ao coronavírus, os enfermeiros têm dado “um exemplo de heroísmo”, e pediu à Igreja para rezar por esta “vocação”. “Hoje é o dia dos enfermeiros. Enviei ontem uma mensagem. Rezemos hoje pelos enfermeiros e enfermeiras, homens, mulheres, rapazes e raparigas que exercem esta profissão, que mais do que uma profissão, é uma vocação, uma dedicação. Que o Senhor os abençoe. Nesta época da pandemia, deram um exemplo de heroísmo e alguns perderam a vida. Rezemos pelos enfermeiros e enfermeiras”, pediu o Santo Padre, na introdução da Missa matinal desta terça-feira, 12 de maio.

Na capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, o Papa dedicou a homilia à paz concedida por Deus, começando por referir que a paz que o mundo dá “é um pouco egoísta” e é “uma paz dispendiosa porque temos de mudar constantemente os ‘instrumentos da paz’”. “Quando uma coisa te entusiasma dá-te paz, depois acaba e tens de encontrar outra... É dispendiosa porque é provisória e estéril”, destacou. “Ao contrário, a paz que Jesus dá é algo mais. É uma paz que vos põe em movimento: não vos isola, põe-vos em movimento, faz-vos ir ter com os outros, cria comunidade, cria comunicação. A paz do mundo é dispendiosa, a paz de Jesus é gratuita, é grátis; é um dom do Senhor: a paz do Senhor. É fecunda, leva-nos sempre em frente”, garantiu.

Nesta celebração, Francisco explicou ainda porque falou de paz na sua homilia. “Ontem – perdoai-me se digo estas coisas, mas fazem parte da vida e fazem-me bem – recebi uma carta de um sacerdote, um bom padre, e ele disse-me que eu falava pouco do Céu, que deveria falar mais. Ele tem razão, tem razão. É por isso que hoje quis salientar que a paz, esta paz que Jesus nos dá, é uma paz para agora e para o futuro. É começar a viver o Céu, com a fecundidade do Céu. Não se trata de anestesia. A outra, sim: anestesia-te com as coisas do mundo e quando a dose desta anestesia acaba, procuras outra paz, outra, e outra... Esta é uma paz definitiva, fecunda e até contagiosa. Não é narcisista, porque olha sempre para o Senhor. A outra faz com que olhes para ti, é um pouco narcisista”, observou o Papa. “Que o Senhor nos conceda esta paz cheia de esperança, que nos torna fecundos, que nos torna comunicativos com os outros, que cria comunidade e que olha sempre para a paz definitiva do Paraíso”, terminou.

 

texto por Diogo Paiva Brandão
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