Roma |
Missa de quarta-feira na Casa Santa Marta
Papa reza pelos alunos e pelos professores
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O Papa pediu a Deus que dê aos estudantes e aos professores a coragem de seguir em frente, neste tempo de pandemia. “Rezemos hoje pelos estudantes, os jovens que estudam, e os professores que devem encontrar novas modalidades para seguir adiante no ensino: que o Senhor os ajude neste caminho, lhes dê coragem e também sucesso”, rezou o Santo Padre, no início da Missa matinal desta quarta-feira, 13 de maio.

Na capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, no dia em que Igreja celebra a memória litúrgica de Nossa Senhora de Fátima, o Papa afirmou, na homilia, que a vida cristã é a mística de um “permanecer” recíproco. “O Senhor retorna ao ‘permanecer n’Ele’, e diz-nos: ‘A vida cristã é permanecer em mim’. Permanecer. E usa aqui a imagem da videira, como os ramos permanecem na videira. E esse ‘permanecer’ não é um permanecer passivo, um adormentar-se no Senhor: esse talvez fosse um sono beatífico. Este ‘permanecer’ é um ‘permanecer’ ativo, e também é um ‘permanecer’ recíproco. Porquê? Porque Ele diz: ‘Permanecei em mim e eu em vós’. Também Ele permanece em nós, não somente nós n’Ele. É um permanecer recíproco”, apontou.

Este “permanecer recíproco”, segundo Francisco, é “um mistério”. “Um mistério de vida, um mistério belíssimo. É verdade, os ramos sem a videira não podem fazer nada porque a seiva não chega, precisam da seiva para crescer e para dar fruto. Mas também a árvore, a videira precisa dos ramos, porque os frutos não crescem na árvore, na videira. É uma necessidade recíproca, é um permanecer recíproco para dar fruto. E esta é a vida cristã: é verdade, a vida cristã é cumprir os mandamentos, isso deve ser feito. A vida cristã é trilhar no caminho das bem-aventuranças, isso deve ser feito. A vida cristã é levar adiante as obras de misericórdia, como o Senhor nos ensina no Evangelho, e isso deve ser feito. Mas tem mais: é esse permanecer recíproco. Nós sem Jesus nada podemos fazer, como os ramos sem a videira. E Ele – o Senhor me permita dizer isso – parece que sem nós nada pode fazer, porque o fruto é dado pelos ramos, não pela árvore, a videira”, referiu.

Neste sentido, o Papa questionou: “Qual é a necessidade que Jesus tem de nós? O testemunho. Quando no Evangelho diz que nós somos luz, diz: ‘Sede luz, para que os homens vejam as vossas boas obras e glorifiquem o Pai’, ou seja, a necessidade que Jesus tem de nós é do testemunho. Dar testemunho de seu nome, porque a fé, o Evangelho cresce pelo testemunho”.

Segundo Francisco, Jesus “precisa do nosso testemunho” para que “a Igreja cresça”. “E esse é o mistério recíproco do ‘permanecer’. Ele e o Pai e o Espírito Santo em nós, e nós permanecemos em Jesus”, acrescentou.

 

 

Final das transmissões de Santa Marta

O Papa Francisco celebra na próxima segunda-feira de manhã, dia 18 de maio, a Missa no túmulo de São João Paulo II, no centésimo aniversário do nascimento do Papa polaco. Nesse dia, terminam também as transmissões diárias da Eucaristia na capela da residência papal, segundo revelou o site Vatican News, esta quarta-feira. “A celebração da Santa Missa na próxima segunda-feira, às 7 horas, será a última de uma série que acompanhou milhões de pessoas em todo o mundo, todos os dias, durante mais de dois meses. Por ocasião do reinício das missas com os fiéis na Itália, Francisco decidiu interromper a transmissão ao vivo da missa da manhã”, anuncia a notícia, assinada pelo vaticanista Andrea Tornielli, referindo que “a ocasião será especial, pois no dia 18 de maio será celebrado o centenário do nascimento de Karol Wojtyla, e por isso Francisco celebrará no altar do túmulo do santo Pontífice seu predecessor, nascido em 1920, eleito Bispo de Roma em 1978, falecido em 2005 e canonizado em 2014”.

Sobre as transmissões diárias da Missa, a partir da capela da Casa Santa Marta, durante este período de quarentena, o jornalista considerou-as “um dom inesperado e belíssimo”. “Muitas pessoas, mesmo as afastadas da Igreja, sentiram-se acompanhadas e apoiadas pelo Papa que, na ponta dos pés, no início do dia, batia à porta das suas casas. Muitos aprenderam a importância e o conforto do encontro diário com o Evangelho. Nunca antes tantas pessoas tinham seguido a liturgia dos dias da semana através da televisão, proposta sem comentários e com alguns minutos de adoração silenciosa do Santíssimo Sacramento”, escreveu Tornielli, destacando igualmente “a beleza e a simplicidade das homilias sem um texto pré-elaborado”.

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