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‘3 DICAS’ – FÁTIMA
“Foi estupendo ver como Nossa Senhora é Mãe e como as pessoas a sentem verdadeiramente como Mãe”
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Gradil, Milharado e Vila Franca do Rosário foram as três primeiras paróquias da Vigararia de Mafra a receber Nossa Senhora, que neste mês de maio está a peregrinar por toda a vigararia, e o pároco mostrou-se, durante o programa ‘3 DICAS’ desta quarta-feira dedicado a ‘Fátima’, impressionado com a devoção das pessoas. “Esta peregrinação de Nossa Senhora pela vigararia foi noticiada em cima da hora, mas teve um grande acolhimento. O objetivo era passar por cada rua e ir a todas as ruas das paróquias e fomos onde nunca tínhamos ido. Foi surpreendente ver, em todos os cantos, recantos e becos, que lá estava uma colcha, uma vela, flores e gente emocionada por acolher Nosso Senhora. Foi muito gratificante, foi estupendo, poder ver como Nossa Senhora é Mãe e como as pessoas a sentem verdadeiramente como Mãe e a acolhem como Mãe que é. Foi muito bom, mesmo”, relatou, neste ‘3 DICAS’, o padre Paulo Serra, revelando ainda que, no primeiro dia, “aconteceu não ter ido a uma rua e a uma outra mais pequena, porque não conhecia, e as pessoas ficaram tristes”. “Voltei lá no dia a seguir e restabeleceu-se o encontro”, salientou.

A visita a estas três paróquias aconteceu de 3 e 7 de maio e surgiu no âmbito vicarial. “Os padres da vigararia reúnem semanalmente e, não podendo fazer procissão nem ir a Fátima, surgiu esta ideia de levar Nossa Senhora às pessoas. Foi muito gratificante e temos transmitido pelo Facebook e as visualizações crescem de dia para dia, porque toda a gente acompanha, todos os dias, o percurso de Nossa Senhora”, manifestou o sacerdote, referindo que estas transmissões pelas redes sociais estão “a chegar a muita gente e a sair da área geográfica da vigararia”. “No último dia, havia quase 20 mil visualizações no Facebook”, frisou.

Dos cinco dias em que Nossa Senhora percorreu o Gradil, o Milharado e Vila Franca do Rosário, o padre Paulo Serra partilhou o “testemunho muito emocionado de todos”. “Vimos os rostos como vemos em Fátima, emocionados e próximos. Tive uma criança que se aproximou do carro com um desenho de Nossa Senhora pintado para oferecer-me, e outros gestos deste género, muito gratificantes e muito belos”, contou o pároco.

 

“Foi Nossa Senhora que fez a sua peregrinação até nós”

Neste mês de Maria, as paróquias de Santa Beatriz da Silva e de São Maximiliano Kolbe, na cidade de Lisboa, estão a desenvolver a dinâmica ‘Terço no Bairro - Nossa Senhora vai à tua Rua’, que tem levado a população à janela, todos os dias, às 20h30, para rezar o Terço. Frei Fabrizio Bordin, religioso da Ordem dos Frades Menores Conventuais que é pároco destas paróquias, esteve no ‘3 DICAS’ e começou por contar como esta iniciativa surgiu. “Fomos desafiados pelos peregrinos que costumam ir a Fátima, a pé, nesta época, e que viviam com uma certa tristeza o facto de não poderem ir a Fátima, e começaram a pedir a presença da imagem de Nossa Senhora na rua. Optámos por esta peregrinação, não dos peregrinos, mas de Nossa Senhora, um pouco como disse hoje o cardeal António Marto – foi Nossa Senhora que fez a sua peregrinação até nós. Por isso, decidimos, de uma maneira muito em cima da hora, levar a imagem a cada esquina, a cada largo, a cada rua dos nossos bairros. Temos que ter em conta que as igrejas são três – São Maximiliano, Santa Clara e Santa Beatriz –, são sete bairros e cada bairro tem várias povoações e largos de prédios, por isso o desafio é grande. Trinta dias, todas as noites, ao pé das portas das casas, e sobretudo o desafio de convencer as pessoas a não saírem à rua e ficarem em casa, acenderem uma vela e a rezarem connosco o Terço”, explicou o sacerdote, a propósito desta atividade mariana, que está a ter transmissão em direto pelo Facebook, nas páginas de cada uma das paróquias, Santa Beatriz da Silva e São Maximiliano Kolbe.

Questionado sobre se sente que, mesmo numa realidade de confinamento, Nossa Senhora continua a atrair multidões, frei Fabrizio salientou que “o povo tem uma grande devoção” por Maria. “Posso, até agora, resumir esta experiência em duas palavras: proximidade – proximidade da Igreja com a imagem de Nossa Senhora, com a devoção popular a Nossa Senhora – e carinho, o carinho especial que as pessoas têm pela Virgem Maria”, respondeu. “Vejo sobretudo as pessoas de idade, mas também as crianças, que vêm à rua. Crianças de etnia cigana, que não têm nenhuma experiência de contacto com a vida da Igreja, mas que no fim nos pedem para voltarmos no dia seguinte, pensando que isto possa continuar todos os dias, no mesmo sítio. São os cânticos, é a oração repetida, é o ambiente que se cria, muito familiar, muito simples, tudo isto favorece a ligação entre o povo e Maria, com Maria próxima do seu povo”, acrescentou.

Este tempo de pandemia e de isolamento social tem feito aumentar as situações de pobreza. “É um tema muito delicado e muito forte. Hoje, contactando os nossos dois centros sociais, um passou de 40 pessoas assistidas pelo Banco Alimentar para uma centena, e o outro passou de 100 para 500. Estamos preocupados”, observou este religioso da Ordem dos Frades Menores Conventuais, sublinhando que a dimensão mariana pode ajudar a olhar o futuro com esperança. “Para as pessoas mais simples, a figura de Maria é o coração de uma mãe, que acolhe e que dá esperança, onde eles sentem que podem agarrar-se para pedir ajuda. Ajuda para eles, para as próprias famílias… A figura de Maria, também para nós, padres, é um grande meio de evangelização e de aproximação”, testemunhou frei Fabrizio Bordin.

 

“Mensagem de Fátima tem muito a ver com o que estamos a viver atualmente”

A irmã Verónica Sousa, religiosa da Aliança de Santa Maria, que reside na Comunidade de Belém-Lisboa, partilhou nesta emissão do ‘3 DICAS’ a forma como a sua congregação está a viver este tempo de confinamento. “Gosto de pensar nesta hora que vivemos como a hora do túmulo vazio. Por um lado, é um momento de incerteza; mas por outro, não deixa de estar envolvido pela certeza de que Cristo ressuscitou e, a partir da sua ressurreição, está connosco, sempre. Concretamente, vivemos isto na adoração eucarística diária que fazemos nas nossas comunidades, rezando por toda a humanidade, que depois se traduz em algumas propostas que fazemos às famílias e aos jovens para viver este tempo”, revelou. Uma destas propostas chama-se ‘Um Terço conta’. “É uma iniciativa de contagem de Terços, que surgiu na certeza de que cada um de nós conta, cada um dos nossos Terços rezados pelo fim desta pandemia conta. Desde há dois meses, quando abrimos esta possibilidade no nosso site já foram contados 110 mil Terços. Muito mais do que um número, é uma forma de nos unirmos, de sabermos que não estamos sozinhos, que rezamos em comunidade”, referiu. Outra iniciativa, durante este mês de maio, mês de Maria, é uma proposta para rezar em família, chamada ‘Maio, que contas?’. “Em cada Domingo, têm saído no nosso site três propostas: escuta, reza e cria, para vivermos este mês de um modo diferente, em família”, acrescentou. “Em relação à ‘Hora fanal’, uma hora de adoração ao Santíssimo que fazemos há alguns anos na nossa comunidade, aqui em Lisboa, todos os meses, para jovens universitários e profissionais, esta hora continua, não presencialmente, mas via Zoom, e a vantagem que temos vindo a descobrir é que numa ‘Hora fanal’ normal cabem, no máximo, 20 jovens, porque a nossa capela é muito pequena, e agora têm cabido 50, sem qualquer problema. No meio de tudo, há sempre um lado positivo que Deus faz nascer”, terminou, a propósito das iniciativas que estas religiosas estão a promover durante a quarentena.

A Aliança de Santa Maria tem como carisma cooperar na Nova Evangelização através do Coração Imaculado de Maria, com o rosto específico da Mensagem de Fátima. Para a irmã Verónica, a Mensagem de Fátima “tem muito a ver” com o que estamos a viver atualmente. “Aquilo que a Mensagem de Fátima faz é recordar-nos as verdades do Evangelho. E as verdades do Evangelho têm a ver com todos os tempos. Nestes tempos de pandemia, tem uma força ainda maior. Sabemos que São Francisco e Santa Jacinta Marto morreram vítimas de uma pandemia e a forma como viveram a doença, a forma como viveram a dor de não poder ir à igreja, por estarem doentes, o medo do futuro, o não poderem visitar lugares onde o Anjo e Nossa Senhora lhes tinham aparecido, a forma como viveram tudo isto é, para nós, uma luz”, começou por referir a religiosa, contando depois uma história acerca do pastorinho de Fátima: “Dizia uma senhora, acerca do Francisco, quando ele já estava doente, que se sente, ao entrar no quarto do Francisco, o mesmo que se sente a entrar numa igreja. Faz muito sentido para nós, hoje, esta frase, em que os nossos quartos são chamados a ser estas pequenas igrejas”. A este propósito, da relação entre a Mensagem de Fátima e a pandemia atual, a irmã Verónica Sousa lembrou ainda que a Igreja está a viver o centenário da morte de Santa Jacinta Marto, que “sabe o que significa a dor da doença, a solidão do hospital, o não conseguir respirar”. “Sabe o que é, sobretudo nesses momentos, identificar-se com Cristo e oferecer a vida pelos irmãos. Aos olhos de muitos, os pastorinhos não sabiam nada, mas sabiam, decerto, uma coisa: que Deus os amava e o que é ser amado. E isso bastou para eles, por isso creio que a Mensagem de Fátima tem tudo a ver com aquilo que estamos a viver neste momento”, sublinhou.

Neste ‘3 DICAS’ de 13 de maio, esta religiosa confessou ainda que o seu “amor a Nossa Senhora não vem desde sempre”.  “Fazia-me muita confusão ver as pessoas a rezar diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima que existe na Paróquia de Massamá, onde eu cresci. Achava que Nossa Senhora fazia como que concorrência a Jesus. Que ao amar a Mãe, estaria a pôr de lado Jesus. E foi precisamente ao conhecer a Aliança de Santa Maria que estas minhas falsas imagens de Nossa Senhora acabaram por cair naturalmente, porque descobri em Nossa Senhora não uma concorrência, mas uma Mãe que não quer outra coisa se não conduzir ao seu Filho. Ela é Aquela que nos ensina a dizer ‘Sim’, como Ela, que intercede por nós e sobretudo que permanece aos pés da nossa Cruz”, testemunhou a irmã Verónica Sousa.

 

“Nossa Senhora tem um desejo enorme de se aproximar dos jovens e conduzi-los a Jesus”

As Equipas de Jovens de Nossa Senhora organizaram, para este 13 de maio, uma peregrinação digital ao Santuário de Fátima, que decorreu nos últimos dias. Matilde Raposo, responsável pelo sector de Lisboa deste movimento de jovens católicos que têm em comum a devoção a Maria, esteve no programa de hoje do Jornal VOZ DA VERDADE e garantiu que, para os jovens, “sempre foi muito claro que não era esta situação de pandemia” que os “ia impedir de fazer uma peregrinação”, quer fosse “presencial” ou “virtual”. “Os dias de peregrinação sempre foram dias muito bons, muito cheios e ótimos para nos aproximar de Nossa Senhora, que é o núcleo do nosso movimento”, começou por referir. “Foi ainda mais inacreditável perceber que era possível fazer isto a partir de nossa casa, trazer Fátima até nós, neste sentido de nos aproximarmos de Nossa Senhora”, acrescentou.

Para esta peregrinação digital, foram criados “cinco grupos no WhatsApp”, que “se encheram muito rapidamente”, com “equipistas e com pessoas que não fazem parte do movimento”. “Foi com muita surpresa que recebemos muitas inscrições. Decidimos abrir portas a toda a gente que quisesse fazer parte e tivemos cerca de 975 pessoas. É inacreditável e muitas participaram nas propostas, quer fossem orações, temas, Missas e Terços e também atividades que tivemos à noite”, apontou.

Esta jovem explicou ainda a dinâmica da peregrinação. “De manhã, um dos chefes publicava no WhatsApp o horário do dia, que passava por uma oração, numa aplicação que pudéssemos ouvir, que tinha a ver com os mistérios gloriosos. Ao longo do dia, havia um tema, com um vídeo do YouTube, sobre oração, vocação, santidade e o último sobre Nossa Senhora, e também algumas propostas, tais como ler excertos do ‘Cristo Vive’, que é o nosso tema do ano, e propostas de fazer silêncio, de ligar à família… À noite, tivemos testemunhos e quizes, com links do Zoom, em que qualquer pessoa podia participar”, contou, frisando que “o maior desafio foi perceber como encaixar as propostas num dia-a-dia tão atarefado”. “Tem sido um ensinamento enorme, porque nós programamos demais o nosso tempo com Deus. Estamos tão habituados a programar aquela oração, aquele Terço, aquela noite de oração, que nos esquecemos que é o contrário, que Deus é que escolhe o tempo para estar connosco. Só temos de O deixar agir e falar”, lembrou.

Para Matilde, “Nossa Senhora tem um desejo enorme de se aproximar dos jovens e conduzi-los a Jesus”. “Para mim, Nossa Senhora sempre teve um papel fundamental na minha vida. Tive a sorte de nascer numa família que sempre foi muito ligada a Nossa Senhora. Fui batizada num santuário mariano e cá em casa sempre foi muito óbvia esta presença de Nossa Senhora. Transmitir isto àqueles que não têm tanta aproximação é um desafio. As pessoas que olham para nós, das Equipas de Nossa Senhora, e veem esta alegria que temos, esta união de tantas pessoas diferentes, percebem que há Alguém por trás a conduzir e a juntar todos estes filhos, tão diferentes, mas tão iguais. O que Nossa Senhora tem a dizer, se calhar, é: ‘larguem as vossas barreiras, abram o vosso coração e o vosso tempo para que o meu Filho vos fale’”.

Matilde Raposo considerou ainda que viver o 13 de maio à distância foi “uma certeza de quão importante este tempo é”. “Ontem, estava com a minha família a ver as celebrações de Fátima e consegui, de certa maneira, sentir aquilo que se sente quando se está no santuário, que é aquela presença de algo que é maior do que nós, e olhar para as celebrações, que davam na televisão, e sentir aquela saudade enorme, que eu nem sabia que tinha, de estar com frio, mas estar com as mãos quentes a segurar na vela, de ter o coração cheio das músicas, de olhar à volta e ver os meus amigos comigo, os equipistas que vêm depois de uma peregrinação duríssima… Este 13 de maio foi muito especial”, terminou esta jovem.

 

As ‘3 DICAS’

Nesta emissão dedicada a ‘Fátima’, foi Matilde Raposo, das Equipas de Jovens de Nossa Senhora, quem deixou as três dicas. “São três dicas que podem ajudar qualquer pessoa a aproximar-se de Nossa Senhora”, referiu.

- 1.ª DICA: “Procurar conhecer Nossa Senhora. Ler um Iivro sobre Nossa Senhora, sobre a Mensagem de Fátima, sobre os pastorinhos. No princípio da quarentena, li um livro que me marcou imenso, ‘As Palavras Caladas’, do padre Miguel Lamet. Gostei imenso e fiquei mais amiga de Nossa Senhora.”

- 2.ª DICA: “Rezar o Terço. É fundamental. Foi um pedido concreto que Nossa Senhora nos fez e nós, portugueses, temos uma responsabilidade enorme em rezar esta oração, que não custa nada e preenche-nos imenso.”

- 3.ª DICA: “Colocar uma imagem de Nossa Senhora à nossa frente, quando estamos a trabalhar. É uma coisa que ajuda muito, porque se me distrair fico cheia de vergonha porque sei que tenho Nossa Senhora ali a olhar para mim e tenho de levar o estudo a sério. É uma presença muito marcante.”

O programa ‘3 DICAS’ regressa na próxima quarta-feira, 20 de maio, às 14h30, com um novo tema.

 

texto por Diogo Paiva Brandão
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