Lisboa |
Missa no Domingo VI da Páscoa
“Corresponder ao mistério que celebramos”
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O Cardeal-Patriarca de Lisboa desafiou os cristãos a “corresponderem” ao mistério que celebram em cada Domingo, nas Eucaristias. “A oração coleta, após os ritos introdutórios, que colige e reúne as intenções que muito particularmente nos trazem aqui como Igreja toda, pedia a Deus, para todos nós, a graça de correspondermos ao mistério que celebramos. E mistério é tudo aquilo que, da parte de Deus, nos é oferecido em Jesus Cristo e agora, pelo seu Espírito, continua em nós. O mistério que celebramos, celebramos em cada Domingo, celebramos sempre e celebramos muito particularmente neste tempo pascal. É isso, o mistério pascal”, frisou D. Manuel Clemente, na homilia da Missa no Domingo VI da Páscoa, que teve lugar na Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, na Paróquia do Parque das Nações, em Lisboa.

Na celebração transmitida pela TVI, na manhã de 17 de maio, o Cardeal-Patriarca apontou que “a Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo” é “uma passagem que ganha o sentido absoluto de passar deste mundo para o Pai”. “Isto é, passar de uma vida que podia ser só esta vida que o mundo dá, onde nós nascemos, para um mundo absoluto, aquele que Jesus nos consegue na intimidade absoluta com o Pai, na realização de todos nós como Ele: filhos de Deus, pela participação do seu Espírito. Isso aconteceu porque Ele se ofereceu por nós, chegou onde nós nunca chegaríamos sozinhos”, recordou, sublinhando que “esta é que é a Páscoa verdadeira” que os cristãos têm de “oferecer ao mundo”, para que “seja a Páscoa de todos” e para que “a vida não perca o horizonte que Jesus Cristo lhe abriu na sua passagem deste mundo para o Pai”. “Este é que é o mistério, mas nós temos que lhe corresponder”, reforçou.

Para D. Manuel Clemente, o “Espírito de Cristo” faz “avançar” os cristãos. “É tão bonito verificar como na vida de tanta gente, de tanto homem e de tanta mulher, de tanta criança e tanto ancião, o Espírito de Jesus Cristo, a pouco e pouco, e mais e mais, faz deles cristãos. Gente ungida pelo Espírito de Cristo e que prossegue o caminho que Cristo nos abriu até essa Páscoa eterna”, manifestou, convidando os cristãos a “darem as razões da sua esperança” de “uma forma calma”, “serenamente”, com “brandura”.

Nesta Missa, que decorreu ainda sem a presença física de fiéis, D. Manuel Clemente lembrou as “circunstâncias difíceis em que todos estamos agora”, devido à pandemia do novo coronavírus, e renovou o apelo a “manter toda a cautela” no desconfinamento.

texto por Diogo Paiva Brandão
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