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Retiro da Pastoral da Família
Uma proposta, um retiro
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Em tempo de confinamento, muito do que pôde ser feito foi proposto através das plataformas informáticas, tendo havido muitas celebrações e momentos de oração, assim como palestras. Não porque estas tenham sido a forma ideal, mas porque foi a forma encontrada para que a Mensagem de Deus continuasse viva.

A Pastoral da Família do Patriarcado não foi diferente e propôs em maio, para as famílias, que estavam há muito tempo em casa, um dia de retiro no tempo pascal. A proposta teve diferentes tempos para as famílias, com momentos para adultos e momentos para crianças e adolescentes. Por sua vez, a Missa e o Terço foram propostos para toda a família.

O objetivo do retiro era que as famílias tivessem a possibilidade de dedicar um dia à oração e à reflexão, procurando rezar e dialogar com Deus e com os outros membros da família, alguns aspetos da vida familiar à luz da Palavra de Deus e verificar como os viver melhor.

O tempo de confinamento aumentou a intensidade das relações. Para algumas famílias foram tempos fáceis, para outras, tempos mais difíceis. Em qualquer dos casos, muitos deram-se conta que era importante levantar os olhos e passar de uma perspetiva só horizontal a um olhar vertical, onde a fé ilumina a vida quotidiana.

“Peço-te que não passes sem entrar em nossa casa” (Abraão – Gen 18,3), esta foi a frase que serviu de linha para viver a meditação.

O amor como unidade. A relação entre uma pessoa que ama e a realidade amada, a amabilidade ou o elogio foram alguns dos pontos apresentados durante o retiro. A importância dos pequenos gestos e a visão do tudo, foi apresentado como um ponto fundamental para se ganhar consciência da verdadeira fragilidade e assim poder perdoar e ser perdoado.

Retomou-se ainda a ideia de como a Comunicação com Deus, através da oração pessoal, de casal e familiar, e a importância dos sacramentos são essenciais para a união familiar a Deus. Estes e outros pontos foram oferecidos às famílias como meditação.

Ainda nesta página, temos o testemunho de um casal, Rute e João Casimiro, que esteve no retiro e conta como este dia se revelou importante para a sua vida familiar.

 

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Retiro da Pastoral da Família

Este período de isolamento levou-nos a valorizar mais aquilo que, na nossa vida, temos como adquirido e que agora percebemos o impacto que tem quando nos falta, em todas as vertentes da nossa vida, sendo a nossa espiritualidade, sem dúvida, uma delas. De repente temos vontade de ir a tudo aquilo que sempre arranjámos desculpas para faltar. Mas não é possível... E se um retiro vos entrasse pela casa dentro? Isso seria bom! E se o pudessem fazer em família? Bem, melhor ainda!

Não temos as desculpas que é longe, que os miúdos têm atividades, que isto e mais aquilo… um retiro que vem ter connosco e vem preencher uma necessidade de pararmos. Sim, porque confinámos, mas não parámos. Fechámo-nos em casa, mas não abrimos assim tanto mais espaço a Deus, para pensarmos, para nos alinharmos com Ele.

E ali estava. À distância de uma inscrição que fizemos de imediato! «Mas mãe, o que é um retiro? Vamos sair de casa? Temos de fazer trabalhos?». Fomos mantendo a ansiedade das crianças em “lume brando” para manter vivo o interesse e a curiosidade. Nós próprios não sabíamos bem ao que íamos nem como iria funcionar esta nova modalidade de retiro, em casa, com crianças… O Espírito Santo haveria de cuidar!

A experiência foi muito boa! Começando pelas comunicações profundas e interpeladoras do Pe. Duarte da Cunha que nos fez questionar (muito) e termos mesmo de parar para conseguir responder a essas perguntas e inquietações. Passando pelos vídeos muito bem preparados para as crianças, as atividades e desafios que lhes lançaram, num formato ligeiro para terem tempo de serem crianças durante o retiro.

Marcou-nos, nesse dia, a nossa hora de almoço, depois da Eucaristia. Nessa altura partilhámos, em família, o que tínhamos feito e as reflexões que nos foram pedidas. Os miúdos vinham com folhas escritas (a mais pequena com desenhos) com aquilo que tinham refletido sobre cada membro da família e nós partilhámos as nossas. Foi um momento de alegria, de comunhão e de união!

É opinião comum que as coisas, daqui para a frente, não vão ser como até aqui. Na forma como a Igreja chega a cada um de nós, acreditamos que também não o será. Esta foi claramente uma experiência positiva. A participação de famílias no retiro foi seguramente superior ao que seria em modo presencial. Além disso, já falámos do retiro a outros casais e já tivemos alguns que foram ouvir as comunicações do Pe. Duarte para refletirem em casal. Portanto, um retiro que perdura no tempo… Não será, seguramente, apenas este o caminho de futuro, mas será, certamente, mais um caminho a explorar!

texto por Rute e João Casimiro

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