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Rostos escondidos

A pandemia da Covid-19, que se alastrou por todo o mundo, veio fazer com que tivéssemos de ficar confinados em nossas casas, isolados, muitos perdendo os seus trabalhos, outros trabalhando a partir de casa. Famílias em convívio permanente, 24 sobre 24 horas, outros, agora sós, e muitos continuando sem ninguém à sua volta. A pandemia veio trazer dificuldades económicas, sociais, políticas e até religiosas.

Mas, desta pandemia, está a gerar preocupação o que as máscaras, que agora temos de usar frequentemente, estão a esconder. São sorrisos que não vimos, expressões faciais que não comunicam, sentimentos que não percebemos, tristezas que não identificamos e muitas vezes corações fechados que não se abrem.

A pandemia está a acentuar um problema que antes existia e que agora se declara: as depressões psicológicas. É preciso ter em conta que o olhar também fala, e assim como há olhos que brilham de alegria, também há olhos que choram de tristeza, que manifestam cansaços, que se baixam de vergonha, que simplesmente pedem ajuda.

E, quando os nossos olhos não comunicam, sejamos capazes de confiar e verbalizar o que atormenta, a quem pode ajudar.

Já que agora não podemos ver os rostos uns dos outros – porque temos os rostos escondidos – e contemplar o sorriso que muitas vezes anima, aproveitemos este tempo para olharmo-nos, olhos nos olhos, e sermos a lente daqueles que precisam de ver claro e a bengala para os fazer caminhar.

 

Editorial, pelo P. Nuno Rosário Fernandes, diretor p.nunorfernandes@patriarcado-lisboa.pt

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