Lisboa |
Médicos Católicos vão ser recebidos na Assembleia da República a propósito da eutanásia
“Vamos dizer que somos médicos e que somos contra esta lei”
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A Associação dos Médicos Católicos Portugueses vai reunir hoje na Assembleia da República, com os deputados do Grupo de Trabalho - Despenalização da Morte Medicamente Assistida, onde vai reafirmar a oposição à eutanásia, porque “toda a vida tem dignidade”.

“Vamos levar a nossa posição clara, que começa por ser uma posição como médicos: somos completamente solidários com esta posição de força da Ordem dos Médicos, extraordinária na sua clareza e na sua coragem, de afirmar de novo que, não sendo a favor da eutanásia – o Bastonário sempre considerou isso –, agora foi mais forte do que nunca dizendo que os médicos não se farão representar na regulamentação da lei”, revelou, ao Jornal VOZ DA VERDADE, Margarida Neto, presidente do Núcleo de Lisboa da Associação dos Médicos Católicos Portugueses.

Na emissão em direto do programa ‘3 DICAS’ desta segunda-feira, 29 de junho, esta médica psiquiatra reforçou que “toda a vida tem dignidade”. “Vamos também dizer, com certeza, que toda a vida tem dignidade, que a dignidade não é algo contingente, é algo de sempre, que é inerente à pessoa humana desde que nasce até que morre, mesmo que as condições de fim de vida sejam difíceis – exatamente por isso é que devemos cuidar ainda melhor dessa condição de finalidade de vida –, com os cuidados paliativos em particular, mas com a atitude médica que é, desde sempre, sabendo que não curamos nem salvamos todos, sabemos que acompanhamos todos os doentes. Essa é que é a Medicina”, garantiu Margarida Neto, reforçando as intenções da associação profissional católica para a reunião deste dia 1 de julho, na Assembleia da República: “Vamos dizer que somos médicos e que somos contra esta lei”.

Para a presidente do Núcleo de Lisboa da Associação dos Médicos Católicos Portugueses, não existe “nenhum sobressalto, antes pelo contrário, de uma corrente fortíssima na sociedade favorável à eutanásia”. “E não havendo, isto é um espaço ideológico apenas”, considerou, desejando que os deputados escutem os médicos. “Acho que é melhor que eles nos ouçam do que, como foram as primeiras notícias de que a Assembleia da República, chegado agora a este mês de julho, iria ‘despachar’ a lei, fazer um ‘cozinhado’ das diferentes propostas e aprovar a lei. Apesar de tudo, chamarem-nos para, nós, como outras associações que pretendem dizer de sua justiça, é um gesto de ouvir a sociedade, mas não sei se é só para ‘inglês ver’, para cumprir calendário. Porque se a Assembleia verdadeiramente estivesse interessada, mesmo, em ouvir os portugueses, então votaria a favor do referendo. Se a Assembleia da República tivesse, genuinamente, interessada em ouvir o povo, a opinião do povo, então considerava como ato relevantíssimo a existência de 95 mil assinaturas, que foram conseguidas já quase no início da pandemia, já com alguma dificuldade”, manifestou ainda Margarida Neto.

Segundo o Parlamento, na audição conjunta no âmbito da apreciação na especialidade dos Projetos de Lei n.ºs 4/XIV/1.ª (BE); 67/XIV/1.ª (PAN); 104/XIV/1.ª (PS); 168/XIV/1.ª (PEV) e 195/XIV/1.ª (IL)), sobre despenalização da morte medicamente assistida, vai estar a Associação dos Médicos Católicos Portugueses e, a confirmar, a Associação dos Juristas Católicos e o Grupo de Trabalho Inter-Religioso.

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