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A pandemia e as fronteiras do coração

Não sabemos até quando vamos permanecer neste estado de insegurança. A pandemia provocada pela doença covid-19 veio desinstalar-nos das nossas vidas, das nossas seguranças, dos nossos ritmos, dos nossos próprios sentimentos.

Os efeitos colaterais desta doença têm provocado graves situações económicas, que se vão alargando em forma de cadeia, porque tudo está interligado. As empresas vivem dificuldades e para não fecharem portas vão procurando encontrar meios, com inovação e criatividade, para garantir o sustento e a sobrevivência. A criação de máscaras, de todos os géneros e feitios, e a venda de álcool gel por parte de empresas que nada têm a ver com esse comércio, foi uma das respostas encontradas para tentar solucionar uma parte do problema.

Pelo modo como se foi alastrando, o novo coronavírus não conhece fronteiras, mas tem feito levantar muitas, geográficas e físicas, e algumas difíceis de derrubar. No entanto, é importante que não haja fronteiras no coração, sobretudo pela prática da caridade, da solidariedade e pela oração.

A Igreja tem, sempre, procurado estar presente junto dos que mais necessitam, também pela oração. E como se vai percebendo, são cada vez mais os necessitados. Mas, é importante que todos tomem consciência da necessidade da oração, vivida em comunidade. Os meios tecnológicos não substituem a presença física e, se podemos ter outras práticas no nosso dia a dia, com a devida segurança assegurada nos locais de celebração, é possível celebrar a fé.

Em entrevista ao serviço de informação da Santa Sé, Vatican News, o administrador apostólico do Patriarcado latino de Jerusalém, na Terra Santa, o arcebispo Pierbattista Pizzaballa, referia: “Colocar-se diante do Senhor para a oração de intercessão, neste momento, é o pão necessário, do qual temos extrema necessidade, para além do pão quotidiano. Nós estamos na terra onde Jesus ressuscitou e somos nós que devemos conservar a visão pascal da vida, feita de cruz, mas também de ressurreição”. O testemunho diz tudo.


Editorial, pelo P. Nuno Rosário Fernandes, diretor

p.nunorfernandes@patriarcado-lisboa.pt

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