Juventude |
Escrita pelo assistente do Serviço da Juventude do Patriarcado de Lisboa
Carta de início de ano pastoral dirigida aos Jovens da nossa Diocese
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Queridos Jovens, no começo deste ano pastoral gostava de partilhar nestas breves linhas o desejo do Papa Francisco no fim da carta Cristo Vive. Diz-nos o Santo Padre:

“Queridos jovens, ficarei feliz vendo-vos correr mais rápido do que os lentos e temerosos. Correi «atraídos por esse Rosto tão amado, que adoramos na Sagrada Eucaristia e que reconhecemos na carne do irmão sofredor. Que o Espírito Santo vos empurre nesta corrida para a frente. A Igreja precisa do vosso entusiasmo, das vossas intuições, da vossa fé. Fazeis-nos falta! E quando chegardes onde nós não chegámos, tende paciência para esperar por nós».”

Ao ler estas palavras do Papa Francisco somos como que transportados para a página do Evangelho que nos fala de um Apóstolo jovem, apaixonado, cheio de intuição a que a Igreja ao longo da tradição reconheceu nele o Apóstolo S. João, possivelmente o mais jovem dos Apóstolos de Cristo. Nesse episódio, ao receber a boa notícia da Vitória de Jesus sobre a morte, levanta-se e corre para o sepulcro juntamente com Pedro. Corre mais depressa, certamente por ser mais jovem, e cordialmente espera por Pedro para que este entre primeiro no sepulcro. Ao vê-lo vazio, dizem-nos os estudiosos da bíblia, ficou apreensivo. João porém quando vê, acredita! É o Evangelho que proclamamos e escutamos na manhã de Páscoa. E é o projeto e plano que desejamos e sonhamos para vós queridos jovens: que a vossa Vida seja Páscoa. Que Cristo viva nas vossas vidas.

Das muitas expressões e vocábulos que irromperam pelo nosso quotidiano nos últimos tempos gostava de vos aplicar um: Sede a nossa linha da frente! Os tempos que vivemos têm sido particularmente difíceis! Mas a Igreja conta com o vosso entusiasmo para abrir caminhos de esperança que alcancem periferias do nosso tempo sedentas de vida. Provemos com a nossa vida que o sentido desta esta em entrega-la generosamente com Cristo ao serviço dos irmãos!

Um Abraço amigo deste que caminha convosco e como me dizia um jovem recentemente: Até à Pascoa!

 

Pe. João Quintas,

Assistente do Serviço da Juventude do Patriarcado de Lisboa

 

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Planificação Pastoral - De Deus para o papel e do papel para a vida

 

Encontro de formação juntou agentes da Pastoral Juvenil, Ensino Superior, da Pastoral Vocacional e Familiar de todo o país na procura de um caminho cada vez mais sinodal para a Igreja Católica em Portugal.

De Deus para o papel e do papel para a vida - Esta é apenas uma de muitas possíveis sínteses com as quais podemos tentar resumir o 2.º Encontro Nacional de Formação de Agentes de Pastoral, que teve lugar de dia 10 a 13 de setembro no Seminário de Leiria.

Dando seguimento ao trabalho começado no ano passado, procurou-se juntar as Pastorais Juvenis, Universitárias e Vocacionais de todo o país, tendo-se este ano alargado a participação à Pastoral Familiar.

Nesta semana, o Seminário de Leiria foi um local concreto onde se procurou criar e potenciar relações fraternas, dando origem a novas sinergias e novas formas de trabalhar, sempre tão imprescindíveis ao trabalho em Igreja.

“Um sorriso acolhedor, um olhar interrogador, uma palavra de conforto, o movimento espontâneo da cabeça que desaprova um gesto, uma exposição catequética fria e distante ou um testemunho que nos torna mais próximos de Deus… tudo isto são ações e atividades de que é feita a nossa pastoral” – foram estas as palavras com que o Pe. Michal Vojtá¨, que orientou o encontro, abriu o primeiro dia de formação.

Ao procurar ajudar à transformação da Igreja de uma pastoral de setores para uma pastoral de processos, o Pe. Michal tornou claro que, quando se fala de pastoral, não se trata apenas dos grandes eventos ou percursos catequéticos, mas de todo e cada gesto que vamos tendo no nosso dia a dia – desde os mais pequenos e inconscientes aos maiores e mais pensados.

Não basta, por isso, dedicar a nossa atenção apenas ao que queremos planificar ou à forma como planificamos – é preciso olhar à própria pessoa ou equipa que planifica.

Concluímos, por isso, que para que a Pastoral que realizamos se possa tornar numa verdadeira arte que nos transporte até Deus, é preciso o crescimento e desenvolvimento integral destas três peças – a pessoa, o processo e o produto final – culminando assim numa verdadeira obra prima, cuja própria existência é expressão de que Cristo, fonte de todas as Boas obras, Vive.

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