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Delegação de jovens portugueses vai receber símbolos da JMJ
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O Papa Francisco vai entregar, este Domingo, os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora) a uma delegação portuguesa. Na semana em que garantiu que “a oração acalma os inquietos”, o Papa convidou a “estender a mão ao pobre”, lembrou as pessoas “ajudadas pelo JRS” e telefonou a Joe Biden, presidente eleito dos EUA.

 

1. Uma delegação de Portugal participa na Missa de Cristo Rei, que o Papa Francisco celebra neste Domingo, 22 de novembro, na Basílica de São Pedro. O comunicado do Vaticano refere que, no final, uma representação de jovens do Panamá (onde decorreu a última edição da Jornada Mundial da Juventude em 2019), vai passar o testemunho aos portugueses. Os símbolos da JMJ consistem numa grande Cruz de madeira e numa réplica do ícone de Nossa Senhora ‘Salus Populi Romani’, cujo original se encontra na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma. A nota refere que, “em conformidade com as atuais normas de segurança sanitária, o gesto simbólico da passagem ocorrerá na presença de delegações muito pequenas de ambos os países” e que “todos estão convidados a participar virtualmente na celebração eucarística”, que será transmitida em direto no canal oficial no YouTube do Vaticano (www.youtube.com/vatican), com início às 9h00 (hora portuguesa). Segundo um comunicado do COL da JMJ Lisboa 2023, “a comitiva [portuguesa] é presidida pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente”. Esta passagem dos símbolos da JMJ estava prevista para o passado mês de abril, mas o evento foi adiado devido à pandemia.

De referir que a delegação portuguesa vai estar este sábado, dia 21, num encontro com o cardeal D. José Tolentino Mendonça – que foi nomeado, pelo Papa, no dia 17, membro da Congregação para a Evangelização dos Povos, organismo da Cúria Romana que acompanha a vida das comunidades católicas nos chamados países de missão –, na Igreja de Santo António dos Portugueses, ao qual se segue a celebração da Eucaristia, presidida por D. Manuel Clemente.

 

2. O Papa Francisco dedicou a catequese desta quarta-feira, 18 de novembro, à figura de Maria como mulher de oração e garantiu que “a oração acalma as nossas inquietudes”. Francisco considera que o melhor modo de rezar é “colocar-se, como Maria, em atitude de total abertura aos desígnios de Deus”, sobretudo quando ela diz “Senhor, aquilo que quiserdes, quando quiserdes, e como quiserdes”. “A oração acalma as nossas inquietudes, transformando-as em disponibilidade e alargando os nossos corações para, em atitude de acolhimento, dizermos: (faça-se) aquilo que quiserdes, Senhor; prometei-me apenas que estareis comigo a cada passo do caminho”. E se o coração estiver, com simplicidade, “aberto à vontade de Deus”, garantiu o Papa na audiência-geral, “Deus responde sempre”.

 

3. O Papa assinalou o Dia Mundial dos Pobres com vários apelos. Na homilia da Missa que celebrou, na Basílica de São Pedro, na presença de um pequeno grupo de pobres e pessoas na situação de sem-abrigo da cidade de Roma, Francisco afirmou que “a grandeza da nossa vida não depende de quanto amealhamos, mas do fruto que produzimos”. “Quantas pessoas passam a vida só a acumular, pensando mais em estar bem do que em fazer bem! Como é vazia, porém, uma vida que se preocupa das próprias necessidades, sem olhar para quem tem necessidade! Se temos dons, é para sermos dons”, apelou, na celebração no passado Domingo, 15 de novembro.

Pouco depois, na habitual oração do Angelus, o Papa recordou o tema deste dia mundial, em 2020, ‘Estende a tua mão ao pobre!’, com um apelo. “Não estás sozinho na vida, há gente que precisa de ti. Não sejas egoísta, estende a mão ao pobre! Hoje a Igreja diz-nos: utiliza o que Deus te deu e olha para os pobres. Repara, há tantos, mesmo nas nossas cidades, no centro da nossa cidade”. Francisco considera urgente “fazer o bem”, só que “por vezes, pensamos que ser cristão é não fazer o mal. E não fazer o mal é bom, mas não fazer o bem, não é bom”.

 

4. O Papa Francisco escreveu uma carta por ocasião dos 40 anos do Serviço Jesuíta das Refugiados (JRS), afirmando a importância de “vital estender a mão da amizade aos que estão sozinhos e separados de suas famílias”. “Os meus pensamentos vão especialmente para os muitos homens, mulheres e crianças que recorrem ao JRS à procura de refúgio e assistência. Eles sabem que o Papa está próximo deles e das suas famílias e que se lembra deles nas suas orações. Este desejo intimamente cristão e inaciano, de cuidar do bem-estar de todos aqueles que se encontram em estado de profundo desespero, inspirou e orientou o trabalho do JRS nos últimos 40 anos”, escreveu o Papa, numa missiva endereçada ao jesuíta Thomas H. Smolich, diretor internacional do JRS, publicada pelo site Vatican News, no passado dia 12.

Francisco recorda uma “história de 40 anos”, que começou com a fuga de barcos dos vietnamitas e se estende “até hoje, com a pandemia de coronavírus”. “A pandemia deixou evidente que toda a família humana está ‘no mesmo barco’, enfrentando desafios económicos e sociais sem precedentes”, sublinhou. “O vosso trabalho expressa o compromisso da Companhia de Jesus (os Jesuítas) de estar com os refugiados em todo o mundo”, assinala a carta, lembrando a inspiração do padre Pedro Arrupe, fundador do JRS.

 

5. O Papa telefonou, no passado dia 12 de novembro, ao presidente eleito dos Estados Unidos da América (EUA), Joe Biden, para lhe oferecer a sua “bênção e parabéns”. A conversa entre Francisco e o democrata foi anunciada pela equipa de transição de Biden, com o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé a confirmar a conversa. “O Presidente-eleito agradeceu a Sua Santidade a sua bênção e parabéns e manifestou o seu apreço pela liderança de Sua Santidade na promoção da paz, reconciliação e laços comuns da humanidade em todo o mundo”, adiantou a equipa de transição de Biden, em comunicado. “[Biden] expressou o seu desejo de trabalhar em conjunto [com o Vaticano] na base de uma crença partilhada na dignidade e igualdade de toda a humanidade em tópicos como cuidar dos marginalizados e pobres, responder à crise das alterações climáticas e acolher e integrar imigrantes e refugiados nas nossas comunidades”, acrescenta a nota.

Com a tomada de posse marcada para o dia 20 de janeiro, Joe Biden, que vai à Missa todos os Domingos, vai-se tornar no primeiro presidente norte-americano católico desde John F. Kennedy, nos anos 60.

Aura Miguel, jornalista da Renascença, à conversa com Diogo Paiva Brandão
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