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A Luz maior brilhará nas nossas vidas!
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Natal 2020, certamente um Natal único, e momentos únicos merecem uma preparação especial. Este será um tempo de advento bem diferente nas nossas vidas, mas continuamos a ser convidados a experimentar atitudes fundamentais do ser Cristão: a vigilância, a esperança, a conversão e a alegria.

Estamos mais distantes fisicamente, não há abraços nem manifestações de afeto físicas a familiares e amigos, mas há outras formas de dar afeto. Temos tempo, que nos faltava em outros anos, e o nosso tempo também pode ser afeto! Existem tantas facilidades de comunicação, muitas formas de fazer diferente! E se o confinamento ou a doença não nos permitirem fazer muito, podemos sempre rezar, estar atentos. Há tantas missões que podemos fazer a partir de casa, só temos de ser imaginativos.

Na nossa casa temos sido desafiados a encontrar formas de estar atentos aos outros, colocar mensagens de Natal nas caixas de correio dos vizinhos, escrever alguns postais e enviar pelos correios, (sim, os carteiros também distribuem boas notícias, e não apenas contas para pagar!) Procurar fazer mensagens nossas e personalizadas, continuar atentos aos mais desfavorecidos e em como podemos fazer chegar ajuda, procuramos ter corações mais generosos, mais disponíveis para amar, prontos a acolher e partilhar.

Este ano não temos de nos preocupar com festas de Natal nos grupos de trabalho, catequese, paróquia, escola, amigos, ... tantos afazeres são ótimos e adoramos, mas este ano não é possível. Mas não é por isso que não há Natal! Pelo contrário, temos mais tempo para refletir sobre o que mais importa na vida de cada um de nós e tentar percorrer este caminho de mudança e conversão.

Como tudo na vida existem dois lados, um bom, outro menos bom. Como cristãos e à imagem da família de Nazaré, somos convidados a seguir caminhos de esperança e alegria, e é assim que temos feito caminho, tal como tantas famílias.

O presépio tem lugar de destaque na nossa casa. É montado por todos, com explicações e os porquês de cada peça. Na simplicidade do nosso presépio, todos estão representados, os que já partiram, os que se encontram doentes e aqueles com quem temos a felicidade de partilhar a vida. Mesmo estando mais ausentes, nas orações que fazemos em família todos se fazem presentes.

Se alguém nos diz que este ano não há Natal convidamos a pensar na família de Nazaré, nas dificuldades e na simplicidade. O maior acontecimento da História não precisou de nada para acontecer, só foi preciso um SIM.

Temos a oportunidade de vivenciar um Natal mais profundo e focado no essencial, um Natal mais verdadeiro, sem distrações supérfluas dos bens materiais e do exagero de prendas. Vai ser bom este interregno nesta tradição tão repetitiva. Ainda não sabemos bem como vamos fazer, não poderemos ser os habituais 20 ou 30 à mesa, mas vamos reinventar-nos e fazer diferente. A única certeza é a de que estaremos unidos em oração e nos corações uns dos outros e continuaremos, como sempre, a fazer-nos presentes na vida uns dos outros e a lembrar-nos do verdadeiro motivo porque celebramos. Este ano vamos celebrar o Natal: a Luz maior brilhará nas nossas vidas!

 

texto por Ana e Miguel Lopes, com os contributos do Martim e Simão

 

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‘Um Natal diferente’

Quando iniciamos o tempo do Advento damos início, também, a todos os preparativos para o Tempo de Natal. Preparamo-nos para receber Jesus e fazer festa no dia do Seu nascimento.

Em família rejubilamos com este período do nosso calendário que é mais do que as correrias das compras e dos presentes para a família e amigos.

Porque este é também o tempo para encontros e reencontros com aqueles que fazem parte do nosso ADN e da nossa história. É pretexto para os jantares do ‘amigo secreto’, dos amigos ‘para sempre’ e de empresa. É tempo dos abraços muito demorados e dos beijinhos a todas as pessoas do grupo.

Das mensagens de Santo e Feliz Natal a todos a quem queremos bem!

E depois vem o Natal.

Tempo privilegiado para, pelo menos naqueles dois dias, estar com a família sem pressa. É o tempo das refeições demoradas, das histórias da avó, das gargalhadas dos sobrinhos e, invariavelmente, as adivinhas do tio Alfredo.

É tempo para estar com os ‘nossos’ e dar graças por todos eles que nos completam e nos ajudam a entender quem somos.

E, no fim da noite, ainda há tempo para participar na última Missa do Dia de Natal em Lisboa, onde os cânticos são entoados por vozes celestiais e a beleza da celebração faz transbordar o nosso coração de alegria.

Ainda esperamos para beijar o ‘Menino’?

No caminho para casa percorremos as ruas iluminadas com luzes de Natal, os miúdos adormecem e nós aproveitamos para fazer, finalmente, silêncio e guardar para nós o que recebemos nestes dias tão intensos e corridos…

Desde que casámos é assim.

Dividimos ‘o Natal’ entre a Ceia com a família paterna, e o dia 25 com a família materna. São dias em que todas as casas estão cheias de gente, cheiram a filhoses, a fatias douradas e a bolo-rei. Nestes dias as conversas ‘intermináveis’ sobre a atualidade ou sobre futebol preenchem todos os silêncios.

Todavia este ano vai ser diferente e tudo terá outro ritmo…

Não nos será possível fazer a Ceia com os tios paternos ou o almoço de Natal com a família materna, mas esperamos que esta seja uma oportunidade para reinventarmos as nossas celebrações natalícias e de nos adaptarmos a uma nova realidade, que esperamos pontual, na certeza de que o Senhor virá.

Acreditamos que podemos aprender com estas limitações, a que o bom senso nos obriga, para apreciarmos, ainda mais, cada uma das vidas que nos toca.

Nunca o lema ‘longe da vista, perto dos corações’ foi tão atual.

É tempo de lembrar os nossos pais, aqueles que vivem sozinhos e todos os mais velhos que sentem ainda mais as ausências.

É tempo de lembrar todos os doentes que se vêm privados de visitas.

É tempo de lembrar os profissionais de saúde, da autoridade e todos os outros que não têm oportunidade de, no conforto do lar, celebrarem com os cônjuges e filhos.

E este é, igualmente, o momento para agradecer tudo o que Deus nos tem concedido.

 

Que, por intercessão da Sagrada Família, 2021 nos/vos traga a normalidade de nos abraçarmos e de celebrarmos, de novo juntos, o nascimento do Deus Menino.

 

texto por Fernanda e António Carrilho

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