Família |
O Céu intervém confiando na coragem criativa deste homem
Pai com coragem criativa
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Caro leitor, as minhas primeiras palavras vão em agradecimento à Pastoral da Família de Lisboa, pelo desafio lançado à minha pessoa. E que desafio! Escrever sobre S. José, em particular, sobre o tema “Pai com coragem criativa” requer sem dúvida, inspiração do Espírito Santo!

Sou casado e pai de 3 filhos, e espero que, na curta experiência de ser pai, estar ao nível do desafio colocado e corresponder às expectativas. As palavras do Santo Padre na Carta Apostólica ‘Patris Corde’, são uma inspiração e um verdadeiro bálsamo, que nos redireciona e abre o nosso coração àquilo que de tão essencial nos faz falta nos dias de hoje, sermos pais! Não o digo de forma inocente, reparemos no legado que S. José nos deixou: O Padroeiro da Santa Igreja, Padroeiro dos operários e Guardião do Redentor e modelo do Pai de família. Que responsabilidade ter alguém como modelo, “o homem que passa despercebido, o homem da presença quotidiana discreta e escondida”.

Se olharmos ao nosso redor, tudo isto nos parece incoerente. Aspiramos ao sucesso profissional, à aceitação dos nossos pares e superiores, a sermos cada vez mais e cada vez melhor, a mostrarmos a nossa força e profissionalismo aos nossos filhos, quando a determinada altura alguém nos diz, que o modelo de pai a seguir prima pela discrição, não chama a atenção para si e, como se não bastasse, a sua missão passou por nada mais nada menos, do que cuidar do co-Redentor e participar na missão salvífica de toda a humanidade. Quanto tenho a aprender com este Santo!

Quantas vezes, na nossa fragilidade humana, atarefada por um mundo em constante mudança, exigente, que trabalha a um ritmo devorador, nos faz olhar para os nossos filhos como mais um meio de perdermos tempo? Penso em S. José, e sinto-me envergonhado em sequer pensar no amontoado de problemas que tenho (e que penso que são os piores do mundo) e o Pai terrestre de Jesus, em momento algum, se lhe conhece um queixume... um desabafo ou uma atitude de desespero. A sua confiança e sobretudo criatividade perante as dificuldades pelas quais passou, mostram-nos que Deus não nos dá caminhos difíceis, penosos ou impossíveis! Temos de confiar na providência e a dificuldade aparente, não deve mover a nossa audácia e obstinação em sermos bons pais.

Recorrer a S. José no meu dia a dia, tem-me ajudado, em particular naqueles momentos de Pai, em que tudo é barafunda, desde o sair de manhã para a escola, ou para outra atividade qualquer, o tempo passa a correr, e chegamos sempre atrasados! Ou do regresso da escola, para entrar na rotina dos trabalhos de casa, do jantar, dos banhos, e do deitar.

Saber que o Pai adotivo de Cristo, sempre O respeitou, como filho de Deus, cuja vida estaria focada na maior das missões (a salvação da humanidade), é o guia para que saibamos respeitar os nossos filhos, como bênçãos de Deus, na sua dignidade humana, na sua vontade e no projeto que Deus tem para cada um deles.

Quantas vezes, por entre o cansaço, ou de um dia de trabalho mal sucedido, nos apetece gritar, apressar os processos infindáveis, barulhentos, com choros de uns e gargalhadas de outros? Recorro a este exercício muitas vezes, e imagino S. José, com o menino Deus nos braços, com o menino Deus a brincar, a ensiná-Lo, a levá-Lo para a escola, a deitá-Lo. Em todas essas ações imagino-o calmo, paciente, e sobretudo perante qualquer adversidade ou entrave, a sua criatividade em contornar o problema, e torná-lo numa solução ainda melhor.

Quantas vezes reparamos mais nos defeitos ou numa ou noutra tarefa que ficou por fazer no nosso lar? Quantas vezes a nossa esposa teve trabalhos redobrados para preparar este ou aquele prato para o jantar, ou esta ou aquela camisa para o dia de trabalho e a primeira palavra que nos vem à cabeça é reparar na sala desarrumada, ou na cozinha suja? Tantas vezes que nos falta um elogio, uma palavra de ânimo, um olhar transcendente, para olharmos o nosso lar, como S. José contemplava o seu. As palavras com que elogiava Maria Santíssima, com que admirava os seus gestos de carinho e dedicação, e o conforto e segurança que transmitia, são o exemplo que devemos almejar!

Imitar S. José, nos tempos atuais, requer sem dúvida criatividade, para sabermos dar valor ao tempo que despendemos aos nossos filhos, aos elogios e palavras de amor que devemos dirigir à nossa esposa, o conforto e segurança que devemos dar ao nosso lar, onde possa habitar o Espírito Santo, para que nos transforme a nós, à nossa família e às pessoas ao nosso redor.

Tenhamos a coragem criativa de em tempos peculiares, de desafios diários, de constrangimentos e de tempos incertos, sabermos levar a luz das virtudes de S. José connosco, para o nosso trabalho e sobretudo para o nosso lar e façamos dele um lugar luminoso à semelhança da Sagrada Família.

Glorioso São José, abençoai os pais, para que saibam dirigir o lar com prudência e firmeza, promovendo a felicidade e santificação da família.

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