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“Papa expressa gratidão pela proximidade e oração”
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O Papa Francisco, de 84 anos, foi sujeito a uma intervenção cirúrgica programada. Na semana em que a Santa Sé criticou o Parlamento Europeu sobre o aborto e a objeção de consciência, o Papa anunciou uma viagem à Eslováquia com passagem pela Hungria, recebeu o primeiro-ministro do Iraque e falou da ‘nova modalidade’ do próximo Encontro Mundial das Famílias.

 

1. “O curso pós-operatório do Papa Francisco continua regular e satisfatório”, informou, na quarta-feira, 7 de julho, a Sala de Imprensa da Santa Sé. A breve nota revela ainda que o Papa continua a alimentar-se regularmente, tendo sido suspensa a terapia de infusão. “O exame histológico definitivo confirmou estenose diverticular grave com sinais de diverticulite esclerosante”, pode ler-se. O texto sublinha que o Papa, de 84 anos, “está comovido com tantas mensagens e manifestações de carinho que tem recebido” e “expressa a sua gratidão pela proximidade e oração”.

O Papa foi sujeito a uma intervenção cirúrgica intestinal realizada na Policlínica Gemelli, no Domingo, 4 de julho. Segundo as informações, está prevista uma hospitalização de cerca de sete dias, caso não existam complicações. Esta foi a primeira hospitalização conhecida do Papa Francisco desde que foi eleito, em 2013.

 

2. O arcebispo Paul Gallagher, secretário do Vaticano para as Relações com os Estados, criticou, em Lisboa, as recentes posições assumidas pelo Parlamento Europeu. Interrogado pela Renascença sobre a aprovação da resolução que preconiza a classificação do aborto como um direito humano e o fim da objeção de consciência de médicos e enfermeiros em hospitais públicos onde se realizam abortos, o chefe da diplomacia do Vaticano não deixou dúvidas: “Somos contra a ideia de que o aborto possa vir a ser um direito humano. E estamos muitos desapontados que a objeção de consciência, onde quer que exista, em qualquer circunstância e legislação, seja eliminada. Sabemos como esta tendência está a aumentar em muitas partes do mundo. Por isso, estamos muito desiludidos”, disse Gallagher.

No final de uma reunião de trabalho com o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, a 7 de julho, o arcebispo inglês foi ainda questionado sobre a situação do Líbano e o que se vai seguir à cimeira do Papa, realizada a 1 de julho, com os líderes religiosos libaneses. Gallagher respondeu que “agora, os líderes religiosos cristãos regressaram e vão falar com o seu povo, vão falar com os políticos e nós vamos tentar encontrar, de todas as formas, um caminho que dê seguimento ao nosso contributo”, explicou. O chefe da diplomacia vaticana referiu que “a Santa Sé mantém-se empenhada e o Santo Padre comprometeu-se em visitar o Líbano quando houver governo, o que é um grande estímulo para formar governo”.

 

3. O Papa revelou que vai visitar a Eslováquia, em setembro, numa viagem que se inicia em Budapeste, na Hungria, com a Missa de encerramento do 52.º Congresso Eucarístico Internacional. “Sinto-me feliz por anunciar que, de 12 a 15 de setembro, se Deus quiser, vou deslocar-me à Eslováquia, para uma visita pastoral. Na primeira tarde, vou concelebrar em Budapeste a Missa conclusiva do Congresso Eucarístico Internacional”, anunciou Francisco, no Domingo, 4 de julho, após a recitação do Angelus. “Agradeço de coração aos que estão a preparar esta viagem e rezo por eles. Rezemos todos por esta viagem e pelas pessoas que estão a trabalhar na sua organização”, acrescentou. Segundo a Sala de Imprensa da Santa Sé, a viagem decorre a convite das autoridades civis e das Conferências Episcopais dos dois países, e prevê passagens por Budapeste (Hungria), Bratislava, Presov, Kosice e Sastin (Eslováquia).

Naquela manhã, na janela do apartamento pontifício, o Papa deixou ainda uma palavra para a antiga Suazilândia (atual Essuatini), que atravessa momentos de violência – o exército tenta controlar os movimentos pró-democracia. “Da cara nação do Essuatini chegam notícias de tensões e violências. Convido todos os que têm responsabilidades e todos os que manifestam aspirações para o futuro do país, a um esforço comum a favor do diálogo, da reconciliação e da composição pacífica das várias posições”, apelou.

 

4. O primeiro-ministro do Iraque, Al-Kadhimi, foi recebido, no dia 2 de julho, pelo Papa, em audiência, no Vaticano. Um comunicado da Santa Sé refere que “durante as cordiais conversas” foram abordadas “a histórica visita do Papa Francisco ao Iraque, os momentos de unidade vividos pelos iraquianos e a importância de promover a cultura do diálogo nacional para fomentar a estabilidade e o processo de reconstrução do país”. Em destaque ainda “a importância de proteger a presença histórica de cristãos no país com medidas jurídicas adequadas e a contribuição significativa que podem trazer para o bem comum, ressaltando a necessidade de garantir-lhes os mesmos direitos e deveres que outros cidadãos”.

Depois do encontro com o Papa, Al-Kadhimi reuniu-se também com o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, e com monsenhor Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados.

 

5. O próximo Encontro Mundial das Famílias, agendado para Roma, em junho de 2022, com o tema ‘O Amor em família: vocação e caminho de santidade’, vai assumir uma nova modalidade. “Após o adiamento de um ano, por causa da pandemia, o desejo de nos revermos é grande. Desta vez, porém, realizar-se-á com uma fórmula inédita: será uma oportunidade da Providência para proporcionar um evento mundial capaz de envolver todas as famílias que quiserem sentir-se parte da comunidade eclesial”, diz o Papa, num vídeo divulgado na sexta-feira, 2 de julho. Francisco anuncia que este encontro mundial “terá uma modalidade multicêntrica e disseminada, favorecendo a participação das comunidades diocesanas do mundo inteiro”, e que “Roma será a sede principal, com alguns delegados da Pastoral familiar que participarão no Festival das Famílias, do Congresso Pastoral e da Santa Missa, que serão transmitidos ao mundo inteiro”. O desafio alarga-se assim às dioceses do mundo inteiro: “Naqueles mesmos dias, cada diocese poderá ser o centro de um Encontro local para as suas famílias e comunidades” e, “desta forma, todos poderão participar, até mesmo aqueles que não poderiam vir a Roma”.

O Papa convida “as comunidades diocesanas a organizar iniciativas a partir do tema do encontro, utilizando os símbolos que a Diocese de Roma está a preparar” e pede a todos os continentes “que sejam dinâmicos, ativos e criativos, para se organizarem com as famílias, em sintonia com o que acontecerá em Roma”.

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