Juventude |
Testemunho
Os avós como exemplos de fé
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Sou a Diana, tenho 25 anos, sou de Monte Abraão e pode dizer-se que sou uma sortuda. Sinto-me verdadeiramente uma sortuda por ter tido a oportunidade de ter avós incríveis. Não convivi com eles todos os dias, infelizmente, mas posso dizer que foram eles que me ensinaram muito do que sei hoje. Ter a oportunidade de crescer com pessoas com tanta sabedoria e com tantas histórias sobre a vida para nos contarem, deve ser dos maiores privilégios.

Desde sempre que me lembro de frequentar a igreja e de ir à missa, muito por influência da minha irmã, mas umas das maiores memórias que tenho da minha infância era a eucaristia de Domingo quando ia passar férias a casa dos meus avós paternos. No dia anterior, escolhiam a sua melhor roupa, passavam a ferro e penduravam-na na sala, pronta a vestir para a missa no dia seguinte. E eu observava-os neste seu ritual de sábado à noite. Observava-os sem compreender muito bem o porquê, mas aquela eucaristia era sem dúvida um momento importante da semana. Uma importância que só mais tarde compreendi. Foi neles também que observei desde cedo a importância de termos um papel ativo na paróquia.

Com a minha avó materna aprendi a importância da oração. A paz que ela transmitia é indescritível. Todos os dias lia a Bíblia, rezava e nas suas longas caminhadas rezava o terço, mesmo que parassem dez carros para lhe dar boleia, era naquela caminhada que ela se encontrava com Deus. Hoje, sendo impossível tê-la ao meu lado fisicamente, fiquei com o melhor testemunho que me podia dar, a Bíblia. A sua companhia de todas as noites, é agora a minha. Todos os dias olho para ela, todos os dias me lembro dela e da sua entrega a Deus e é neste “simples objeto” que reencontro muitas vezes a minha Fé.

Os meus avós são um dos pilares e exemplos da minha fé. Encontrei, no entanto, tantos outros “avós” ao longo das experiências missionárias que fui fazendo. Na nossa geração estamos tão habituados a ter dias em que não paramos, em que fazemos mil e uma coisas, em que para encontrar respostas temos que, achamos nós, ir ao fim do mundo. Desde os meus 16 anos, idade em que comecei a participar em experiências missionárias, percebi que as respostas que tanto procuramos para preencher um vazio ou as nossas dúvidas na fé, encontram-se numa simples conversa. A única coisa que temos que fazer é ouvir. Ouvir e absorver. Ouvir o testemunho de quem já vivenciou muito e tem muito para nos ensinar. Tão simples como isto. Muitas vezes esqueço-me disto e as dúvidas voltam, mas paro e relembro todos aqueles momentos e aquelas conversas, tal como diz o nosso Papa Francisco “… para mim recordar é viver”. Não existe melhor testemunho que manter vivas as nossas memórias.

Aos mais velhos, aos nossos “avós”, peço, não deixem de partilhar, passem o testemunho, os sonhos, as vivências. Aos mais novos, oiçam… apenas oiçam. Aquilo que não fizer sentido no momento, fará mais tarde e será certamente um ponto de partida para espalhar o testemunho que Jesus nos pede, espalhar o amor. 

texto por Diana Almeida

 

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Símbolos da Jornada Mundial da Juventude confiados aos jovens de Luanda

A Cruz da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e o Ícone de Maria chegaram a Angola. No Domingo, dia 11 de julho, a missa campal de acolhimento teve lugar no Seminário Maior do Sagrado Coração de Jesus, em Luanda. D. Belmiro Cuica Chissengueti, Bispo de Cabinda e presidente da Comissão Episcopal da Juventude, Vocações, Pastoral Universitária e Escutismo, presidiu à celebração, perante várias centenas de jovens de paróquias de Luanda e das dioceses vizinhas de Viana e Caxito. “Fez notar ser esta uma grande oportunidade que se abre aos jovens de Angola para olhar, tocar e contemplar estes elementos que peregrinam por terras angolanas, à imitação da caminhada espiritual de Maria, a primeira cristã que acreditou em tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor Deus”, escreveu Alexandre Cose, da coordenação de Escuteiros Católicos de Angola, num testemunho publicado no site oficial da JMJ Lisboa 2023 (www.lisboa2023.org/pt).

Destacando a estreita ligação de Angola com a Igreja de Portugal, D. Belmiro Chissengueti recordou que foi por meio de Portugal e de missionários portugueses que Angola recebeu a fé cristã. “Mais de 500 anos depois, continuamos unidos nestes mesmos laços de fé, que superam o tempo e a história e que têm tido como consequência, não só a vinda de missionários portugueses ao nosso país e que, aos milhares, espalharam aqui a Boa Nova do Evangelho, mas também como resposta agradecida de quem acreditou e quer comunicar, temos muitos missionários angolanos a ajudar na evangelização de Portugal”, disse.

A peregrinação em Angola dos símbolos da JMJ representa, na opinião do prelado, o convite aos jovens de Angola, pela oração e a presença, a estarem presentes na JMJ Lisboa 2023. “Angola tem sido a delegação africana mais numerosa nas últimas jornadas. Temos aqui uma grande família de frequentadores das Jornadas. Lisboa para nós está a dois passos e mesmo no meio da crise, queremos ser parte ativa da próxima Jornada Mundial”, desejou D. Belmiro.

fotos por SNPJ CEAST

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