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Visita Pastoral à Vigararia Loures-Odivelas
“Encontro com Jesus é um caso sério!”
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A Vigararia Loures-Odivelas acolheu a visita pastoral dos bispos nos passados meses de Abril e Maio. Os jovens aderiram em grande número a este acontecimento e receberam um desejo para as suas vidas. Publicamos hoje um testemunho de como este acontecimento se tornou importante mesmo para jovens que não estavam inseridos na Igreja.

 

texto por Cristina da Fonte Mendes; fotos por Diogo Paiva Brandão

 

Foi com grande alegria que a Pastoral Juvenil da Vigararia Loures-Odivelas acolheu a visita pastoral dos Bispos da nossa diocese. O primeiro encontro aconteceu no dia 28 de Abril, com as Jornadas Vicariais da Juventude. Apesar da chuva que caiu durante a manhã foram chegando ao salão paroquial da paróquia da Póvoa de Santo Adrião vários grupos de jovens, que responderam “SIM” ao convite para este encontro com o Bispo Auxiliar de Lisboa D. Nuno Brás. Depois da oração da manhã, cada grupo foi convidado a fazer a apresentação. Foram precisos bem mais do que os 30 minutos inicialmente previstos para esse momento, dada a enorme quantidade de grupos e movimentos que ali estavam presentes: Ramada, Caneças, Loures, Póvoa de Santo Adrião (Jovens e Agrupamento Escuteiros 879), Santo António dos Cavaleiros, Frielas, Famões e Lousa. Todos eles apresentaram a sua missão e objectivos com bastante entusiasmo que, resumidas, podiam dar origem ao seguinte lema: “É Cristo quem nos une e nos impele a caminhar”.

 

Sejamos ousados para que outros conheçam Jesus

Após as apresentações, o bispo D. Nuno Brás fez sentir, aos cerca de 250 jovens presentes, a importância de um encontro como este. Não só por marcar o início da Visita Pastoral à Vigararia, mas também porque com este nosso “SIM” marcámos presença e mostrámos que estamos conscientes da nossa importância enquanto cristãos nas nossas comunidades e também perante todos os outros que se assemelham assim ao nosso caminhar. Lembrou-nos também o episódio dos discípulos de Emaús, quando estes encontraram o Cristo Ressuscitado: “É Ele que nos dá força. Podemos fazer inúmeras actividades em prol dos que mais necessitam mas ficará apenas como uma memória se não fizermos tudo a partir do encontro com este Cristo Ressuscitado”. E acrescentou, desafiando os presentes: “Olhando, temos um salão paroquial cheio, jovens sentados nas cadeiras, no chão ou em pé. Somos muitos, mas somos muito poucos. Neste momento, há muitos jovens ainda a dormir e a acabar a noitada. O que eu quero dizer é que temos de ser descarados, temos de ser ousados! Há muita gente que ainda não encontrou Jesus Cristo e precisa de O encontrar. Isso está nas nossas mãos: ajudá-los a encontrar Jesus Cristo”.

 

Depois do encontro com Jesus nada se mantém igual

Posteriormente seguiram-se outros encontros entre os jovens e os bispos, nas suas respectivas paróquias. Destaco o encontro entre o Cardeal-Patriarca e os jovens da paróquia da Póvoa de Santo Adrião e Olival Basto. Nesta comunidade, o desafio foi lançado aos jovens que frequentam a catequese, aos jovens que concluíram a sua caminhada catequética, tendo agora uma participação significativa nesta comunidade, e também aos jovens que habitualmente estão mais arredados da Igreja.

E perante este desafio, caras novas surgiram de entre os cerca de 200 jovens presentes. Depois das apresentações dos vários grupos e movimentos ficámos gratificados, quando D. José Policarpo começou o seu discurso dizendo “É bom sentir o pulsar da comunidade. A fé é um caminho exigente. Não é para valentões, é para quem se deixa amar.” E acrescentou: “Todo aquele que faz experiência do encontro com Jesus Cristo não fica indiferente e nem se mantém igual. Encontrar Jesus é uma beleza, mas também é um caso sério! Quando tomamos Jesus a sério, Ele põe a nossa vida de pernas para o ar! Nunca mais é a mesma coisa! Se quisermos responder ao que Ele nos vai sugerindo em Igreja, Ele põe a nossa vida de pernas para o ar.” Para terminar deixou-nos um desafio, um apelo à intimidade com Jesus na Eucaristia, revelando-nos a importância da oração pessoal, da adoração em silêncio e da força do nosso testemunho para o Ano da Fé que se aproxima: “Se não fizermos a experiência de nos sentirmos amados por Ele, dificilmente iremos amar como Ele nos ama.” Frisou ainda que “a Eucaristia é um encontro tremendo com o Senhor vivo. Quem a toma a sério nunca volta para trás. Posso deixar-vos um desejo? Quando alguém se cruzar com o vosso olhar possa sentir que Deus o ama”.

Enquanto jovem e membro da Pastoral Juvenil da Vigararia de Loures-Odivelas, sinto a importância destes encontros e desejo que ganhem maior expressão na comunidade paroquial, vicarial e diocesana, contando para isso com o apoio dos párocos, pais e catequistas que são os principais orientadores da caminhada cristã. É importante para todos estes jovens poderem conviver com outros para que a diversidade de testemunhos os possa fazer crescer na fé.

 

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Jornadas Vicariais em Cascais

Escutar, Conhecer, Seguir

 

O culminar do projeto “Faz-te ao largo” indica-nos o caminho a “seguir”. Escutámos a voz do Senhor pelo seu chamamento, ousámos conhecê-lo e deixarmo-nos conhecer por Ele e eis que é Ele mesmo quem nos desafia a Segui-lo! Três passos, três etapas de um só percurso para e em Cristo.

 

texto por Dulce Barbosa

 

Somos jovens e na maior parte das vezes que escutamos este verbo “seguir” aplicado a Jesus Cristo, ficamos pensativos, indecisos e até mesmo reticentes pois temos tendência a associá-lo exclusivamente ao sacerdócio ou à vida religiosa consagrada. Porém, o projeto “Faz-te ao largo”, procurou de uma forma exemplificada desmistificar e dissipar estas dúvidas e indecisões.

A terceira etapa da caminhada (depois do encontros nas paróquias da participação da JDJ) foi a Jornada Vicarial de Cascais, que decorreu no dia 2 de Junho, no Colégio Salesiano de Manique. Um dia em que o objectivo era facultar a todos os jovens participantes as diretrizes para a descoberta do projeto de santidade que Deus tem para com cada um de nós. Há projetos diversificados e personalizados porque cada um de nós é especial para Deus. Foram exemplificados quatro projetos de vida que buscam a santidade da forma que Deus lhes propôs. Não se pretendia explicar cada uma destas formas de seguir Cristo mas escutar na primeira pessoa a vivência destas experiências.

Quatro ateliers, quatro projetos de vida. O sacerdócio, a vida religiosa feminina consagrada, a vida laical e o matrimónio. Todos eles com funções e caminhos diversificados mas todos no mesmo sentido… Seguir Jesus. E em todos eles houve uma mensagem subliminar que deve permanecer na nossa consciência. Seguir Cristo não é um projeto solitário, é um projeto pessoal mas que só faz sentido na plenitude quando vivido em comunhão e em comunidade.

A jornada vicarial da juventude tinha este grande objetivo mas também o de unir os jovens da vigararia e dar a conhecer as realidades de cada paróquia, movimento ou comunidade.

Para além dos ateliers, o dia foi composto por jogos de convívio e de descontração, por um plenário cujo tema central era “ Faz-te ao largo” e para fechar da melhor maneira, pela Eucaristia. Houve momentos lúdicos, de reflexão, de oração, de aprendizagem e de interação que visaram proporcionar um ambiente de comunhão entre todas as paróquias, comunidades e movimentos da vigararia.

Assim como o semeador que lança as sementes em boa terra, o projeto” Faz-te ao largo” ousou lançá-las numa vigararia com boas perspectivas de frutificar. Resta a cada um de nós regar esta iniciativa com a alegria de seguir Jesus porque “tá na hora”! 

 

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Vigília de Pentecostes

O espírito de alegria

No Sábado, 26 de Maio, na Sé de Lisboa, mais de quinhentos jovens celebraram a Festa de Pentecostes numa vigília preparada pelo Serviço da Juventude e presidida por D. José Policarpo. No ano da Alegria, os jovens percorreram, em três momentos, a “história” do Espírito de Deus na vida dos Homens.

 

texto por Cláudia Lourenço

 

A alegria no Antigo Testamento – o Espírito Profético

Muitas vezes associamos o Antigo Testamento ao lado mais triste da história do povo de Deus mas muitos eram os que, inspirados pelo Espírito, convidavam à relação com Ele, cantavam os Seus louvores e anunciavam a fonte da verdadeira Alegria que estava para vir – Jesus Cristo.

Como no passado, também nesta noite todos entoaram salmos, a uma voz com os antigos, com arte e com alma, com os lábios, com o coração e com a vida: “A nossa alma espera o Senhor: Ele é o nosso amparo e protector. N’Ele se alegra o nosso coração: em Seu nome santo pomos a nossa confiança.”

 

A alegria no Novo Testamento – o Espírito Consolador

Em Jesus Cristo está a alegria que procuramos e que os apóstolos encontraram quando perceberam a sua missão: no discurso inspirado de Pedro que levou à conversão de milhares de crentes e na certeza de João que testemunha o que viu e ouviu, para que ninguém fique de fora da Salvação e do Amor de Deus.

Da homilia do Cardeal Patriarca, uma ideia forte: das três pessoas da Santíssima Trindade, o Espírito é o mais apressado, sempre ao nosso lado, ansioso por nos transformar e renovar. Mas nem sempre o deixamos entrar ou abrimos o coração à novidade, à sabedoria, à força que d’Ele pode vir. Ele quer tornar-nos homens e mulheres de Deus, melhores a cada dia. Ele tem pressa. Quer agir. Só depende de nós.

 

A alegria Hoje – o Espírito que envia

O amor do Pai e do Filho derramado nos nossos corações chama-nos a sermos suas testemunhas. É o Espírito Santo que, em cada momento da nossa vida, nos envia aos irmãos.

E o compromisso dos que seguem o Itinerário Juvenil lembrou isso mesmo. Cerca de vinte jovens de vários grupos da Diocese, assumiram o desejo de mergulhar na Sua Palavra, na Sua vontade e dele dar testemunho. E receberam das mãos do seu Bispo uma lucerna acesa, que os guia no caminho de comunhão com os irmãos e com a Igreja de Lisboa.

No final da noite, de coração tranquilo, todos dirigiram ao Espírito Santo as suas preces e receberam a bênção. O envio de regresso à sua realidade, ao concreto das suas vidas que Deus lhes dá a viver - como os apóstolos que ao sair do cenáculo passaram do medo à alegria, do desânimo à missão, da fraqueza à força, das trevas à claridade, porque deixaram o Espírito renovar seu coração. 

Serviço da Juventude do Patriarcado de Lisboa
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