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Encontro de Formação de Animação Vocacional
As diferentes vocações na Igreja
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Este segundo encontro de formação vocacional, na prossecução encontro anterior, versava as diferentes vocações e a sua importância na Igreja.

 

Iniciou-se com um momento de oração. De seguida, apoiados por excertos do Catecismo da Igreja e da Constituição Dogmática sobre a Igreja, Lumen Gentium (LG), formaram-se três grupos de análise sobre cada um dos estados vocacionais: (ministerial, laical e consagrado) para concluir em plenário os rascunhos elaborados pelos grupos.

Das reflexões de cada grupo de trabalho, e ajuda da equipa de formação, surgiram os apontamentos seguintes:

Cada cristão, na originalidade da criação divina, é chamado por Jesus Cristo a servir o Povo de Deus segundo os dons recebidos do Espírito Santo e a contribuir assim de forma indispensável para o crescimento de todos. Esta diversidade, igual em dignidade, promove a unidade da Igreja, o Corpo de Cristo, como a parémia de S. Paulo na 1ª carta aos Corínteos (1 Cor 12,1-31). Esta vocação singulariza-se em cada cristão segundo a vontade de Deus na sua resposta ao amor de Jesus Cristo. Cada estado vocacional é testemunho secular: o laical de Deus Criador, o ministerial de Jesus Redentor e o consagrado do Espírito Santificador, segundo a aplicação dos conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência.

 

a) Vocação Ministerial

Apesar do sacerdócio comum de todo o cristão pela participação da dimensão sacerdotal de Cristo, o sacerdócio ministerial foi estabelecido por Jesus Cristo para ensinar, reger e santificar o povo de Deus actuando na pessoa de Cristo (in persona Christis). Este chamamento é ombreira do amor sacerdotal de Cristo. Esta vocação é instituída pela Ordem que compreende três graus hierárquicos (diácono, presbítero e bispo) autenticada pela imposição das mãos do bispo como serviço aos irmãos, representação de Cristo e sucessão dos Apóstolos instituídos pelo Senhor Jesus.

 

b) Vocação laical

É na vocação laical que a Igreja se torna presente no mundo. O leigo vive no mundo para anunciar Jesus Cristo e ordenar as suas realidades segundo a vontade de Deus, para o tornar Reino de Deus, soberania de Jesus Cristo. A vocação laical provém dos sacramentos do Baptismo e Confirmação e pode ser vivida como solteiro, casado ou consagrado segundo a resposta ao amor filial, conjugal ou esponsal de Cristo.

No estado matrimonial, o cristão testemunha o amor nupcial de Jesus com a Igreja pela conjugalidade santa, fecunda e perene.

O estado consagrado é a experiência do amor esponsal a Jesus, desposando-O, para testemunho do amor virginal de esposa do Esposo.

 

c) Vocação consagrada

A vocação consagrada também se orienta para o mundo, testemunha do amor radical de Jesus, em oferta da totalidade da vida, antecipando no mundo o Reino. Esta vocação vem dos primeiros anos da Igreja e, até aos nossos dias, surgiram numerosas ordens, congregações, institutos seculares e sociedades de vida apostólica, segundo os carismas dos fundadores e a aprovação da Santa Sé. O testemunho do amor radical de Jesus manifesta-se como sinal visível de Jesus Cristo libertador; total disponibilidade para Deus, para a Igreja e para os irmãos; total partilha dos bens e confiança na Divina Providência; amor comunitário fraterno e consagração a um carisma específico. As ordens masculinas abrangem clérigos e leigos.

 

O dia terminou com a Vigília de Oração pelas Vocações onde fomos convidados a escutar e atender a Palavra, seguida de Adoração Eucarística.

O Domingo iniciou-se com a Oração de Laudes, seguida de uma leitura orante da epístola aos Corinteos, já acima referida, Lectio Divina, apresentada e esclarecida por alguns seminaristas do seminário de Cristo Rei.

Depois da Eucaristia Dominical, animada pelos mesmos seminaristas, procedeu-se à Avaliação da Formação onde se manifestou o contentamento geral com esta acção específica e solicitou a sua progressão.

Não quero terminar sem deixar aqui um reconhecido agradecimento ao Padre José Miguel e a todos os elementos da equipa de formação pela preparação, condução, clareza e apoio dispensados nestes dias que constituíram o alicerce do seu sucesso.

 

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O mais Belo dos filhos dos homens

 

Se Jesus é o mais Belo dos filhos dos homens, então é belo pertencer a Jesus, ser só d’Ele através da oferta da minha vida como consagrada, como Irmã Discípula do Divino Mestre. É Deus que me torna bela! É Deus que nos torna belos! Pois é um dom gratuito de Deus e não conquista nossa. É Deus que nos torna belos na medida em que crescemos na fé, em que nos deixamos moldar por Ele, em que procuramos a sua vontade, em que respondemos e correspondemos ao Seu chamamento. E todos somos chamados. Deus chamou-nos à vida, dom precioso, um grande presente de Deus que nos desafia a dar sentido à nossa vida. Depois, Deus chamou-nos à vida cristã. No Baptismo tornámo-nos filhos e filhas muito amados, passámos a ter o nome de Cristo, cristãos, e fomos inseridos numa grande família, a Igreja. No dia do nosso Baptismo fomos marcados com o selo de Cristo e desafiados a caminhar dia após dia como discípulos e discípulas do Mestre Divino, ou seja, desafiados a alimentar a nossa relação com Jesus na oração, na escuta da Palavra de Deus, na participação da Eucaristia e no sacramento da Reconciliação,... Mas, Deus no seu imenso amor por cada um de nós, continua a chamar e chama-nos a assumir um projecto de vida, um estilo de vida específico dentro da Igreja, a que chamamos vocação. A mim, por exemplo, chamou-me a ser Irmã Discípula do Divino Mestre. Foi no encontro com Jesus que descobri e experimentei o seu amor por mim, que escutei a sua voz que me dizia para O seguir e ser só d’Ele, colocando a minha vida ao Seu serviço e ao serviço dos irmãos. Eu, como todos os Consagrados, fizemos voto de castidade, pobreza e obediência, e vivemos em comunidade. Ou seja, Com o voto de castidade queremos testemunhar o primado do amor de Deus na nossa vida, que Deus é o tudo da nossa vida. Com o voto de pobreza queremos dizer que Jesus é o nosso tesouro, a nossa pérola preciosa, que o nosso coração está centrado em Jesus. Com o voto de obediência queremos testemunhar que é possível viver e ser feliz escutando e pondo em prática a vontade do Pai, tal como fez Jesus. Com a vida em comunidade queremos dizer a beleza do vivermos juntas porque Deus nos chamou e chama a segui-Lo e a anunciá-Lo no hoje da nossa história.

Porque Jesus viveu casto, pobre e obediente eu também quero viver casta, pobre e obediente. Ser Discípula do Divino Mestre é isto mesmo, seguir Jesus no dia a dia e viver como Ele viveu. Para mim é belo ser consagrada a Deus, pois esta é a minha vocação e é aqui que sou realmente feliz.

A ti que estás a ler este texto, digo-te que só descobrindo a tua vocação poderás ser feliz. Aceita o desafio de dar sentido pleno à tua vida, faz coisas belas, mas sobretudo torna a tua vida lugar de beleza (Cf. Papa Bento XVI, Lisboa 2010).

 

Sugestão de trabalho:

1- Dos vários desafios aqui apresentados qual o que me toca mais? Porquê?

2- Como vivo a minha relação com Jesus?

 

texto por Ir. M. Sónia Tereso,pddm

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