Missão |
Irmã Dina Henriques
A vontade de Deus como guia e farol
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“Eis a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a Vossa palavra”. Estas palavras da Virgem Maria podem muito bem traduzir a vida da Irmã Dina Maria Batalha Henriques, Serva de Nossa Senhora de Fátima, que hoje procuramos conhecer melhor.

 

A descoberta de um caminho com o Senhor

A Irmã Dina, como geralmente é conhecida, é natural de Ribamar no concelho de Mafra. No seio de uma família cristã, cedo aprendeu a viver uma relação próxima com Deus. Com 15 anos surgiu a pergunta: “qual seria a vontade de Deus para mim?”. Ela mesma nos recorda aquilo que na altura meditava no seu coração: “por um lado dizia, interiormente, a mim mesma, que se Deus quisesse que eu fosse irmã, eu aceitaria, porque sabia que a Sua vontade era o melhor não só para mim mas também para todas as pessoas do mundo, mas, por outro, ‘fugia’ desta hipótese, porque o que gostaria, como qualquer adolescente, era o casamento”. Com dezoito anos entrou para a Universidade de Aveiro no curso pretendido: ensino de Biologia e Geologia. Mas, no fim do 2º ano do curso, interrompeu este percurso académico e entrou na Congregação das Servas de Nossa senhora de Fátima. “Este foi um dos momentos mais difíceis, mas também dos mais belos da minha vida. Deixar o curso que tanto gostava, porque seduzida pelo Senhor que me chamava, foi um ‘salto no escuro e na confiança em Deus’. Foi um tempo de muitas dúvidas, mas a confiança em Deus tornara-se mais forte e o passo que dei, também humanamente, fortaleceu-me”. As dúvidas vocacionais não terminaram com esta decisão, mas a Irmã Dina recorda-nos as palavras de Luiza Andaluz, fundadora das Servas de Nossa Senhora de Fátima: “Se a vontade de Deus for o guia e o farol da nossa vida, não há perigo de errarmos caminho”. Em Setembro de 1993, fez os seus primeiros votos e em Agosto de 1998, na Igreja de Santo Isidoro, onde tinha sido baptizada, fez a sua Consagração definitiva ao Senhor para o serviço da Igreja. Tendo como lema de vida as palavras de Maria “Eis a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a Vossa palavra”, a Irmã Dina aceitou viver na total disponibilidade à vontade do Senhor, “sentindo, pensando, orando, alegrando-se, sofrendo e trabalhando com Jesus, onde quer que Ele assim o desejasse”. Em 1994, regressou a Aveiro para terminar o curso que havia interrompido. Agora não era “uma questão de gosto pessoal, mas sim uma missão recebida, e aí tudo se tornou diferente, ganhou novo sentido e nova beleza”.   O roteiro de um “sim” O “sim”, professado na sua Consagração ao Senhor, levou a Irmã Dina a aceitar desafios tão diferentes como exigentes. Em 1997, foi para Santarém para ser com outras irmãs, “mãe ”de um grupo de crianças e adolescentes da Fundação Luiza Andaluz, uma instituição de acolhimento de crianças e jovens em risco. Em 2000, foi enviada para a paróquia do Castelo de Sesimbra, na diocese de Setúbal, onde foi professora de ciências naturais na escola local. “Era frequente colegas professores ou alunos procurarem-me para pequenos desabafos, questionamentos sobre a Igreja que desconheciam ou que criticavam. Ser aí presença discreta, mas competente, como o fermento, ser aí o rosto feliz da Igreja que se aproxima de todos, foi a minha missão”. Em 2003 a Irmã Dina iniciou o seu percurso além-fronteiras. Primeiro foi para Mavila, na Diocese de Inhambane, uma zona bastante carenciada e isolada de Moçambique. Desse tempo recorda a riqueza da vida em comunidade, a alegria das turmas com 60, 70 adolescentes com muita vontade de aprender, bem como a partilha e a riqueza espiritual das vinte cinco comunidades cristãs que as irmãs visitavam com frequência. Em 2007, partiu numa nova missão. D. José Câmnate era na altura Bispo de Bissau e pediu às Servas de Nossa Senhora de Fátima para colaborarem com ele num projecto de promoção da educação das crianças guineenses. Assim, a Irmã Dina integrou a primeira comunidade que montou um curso de educadores de infância. A missão parecia demasiado grande mas as irmãs “partilhavam tudo o que eram e sabiam”. Contaram com o apoio da Escola Superior Maria Ulrich, em Lisboa e da Fundação Evangelização e Culturas (actualmente Fundação Fé e Cooperação). Graças à colaboração de todos foi e ainda é um projecto de sucesso. Em Setembro de 2012 o primeiro grupo de formandos terminou o curso, e já estão todos a trabalhar ao serviço do sonho inicial de promover a educação na Guiné-Bissau. Para a Irmã Dina “ajudar um povo, passa não só por ajudar as pessoas, mas também por criar estruturas que estejam ao serviço das pessoas”. Hoje, a Irmã Dina está de volta a Aveiro. A missão na Guiné-Bissau, em Moçambique ou nos outros sítios por onde passou é continuada por outras irmãs que, como ela, têm aceite todos os desafios que o Senhor coloca nas suas vidas. “As irmãs vão mudando mas a missão continua, porque assumimos a missão como família e não individualmente”. Na certeza de que Deus ainda terá muitos novos desafios para si, a Irmã Dina continua a testemunharmos a alegria de um coração generoso, simples e humilde, sempre pronto a receber aquilo que o Senhor quer para o seu povo.

texto por Emanuel Oliveira Soeiro, FEC – Fundação Fé e Cooperação
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