Roma |
A uma janela de Roma
“A violência e a guerra nunca são o caminho da paz!”
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Palavras fortes do Papa Francisco na vigília de oração pela paz na Síria. Na semana em que visitou um centro de acolhimento de refugiados em Roma, o Papa encontrou-se com os chefes da Cúria Romana. O Vaticano lançou um concurso para crianças dos 3 aos 11 anos.

 

1. Um Papa abatido e recolhido em oração lançou vários apelos contra a guerra na Síria e Médio Oriente, numa vigília de oração, no passado dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro. A violência e a guerra são linguagem de morte e, na sua origem, estão interesses egoístas. “Ainda hoje prolongamos esta história de confronto entre irmãos, ainda hoje levantamos a mão contra quem é nosso irmão. Ainda hoje nos deixamos guiar pelos ídolos, pelo egoísmo, pelos nossos interesses; e esta atitude se faz mais aguda: aperfeiçoamos nossas armas, nossa consciência adormeceu, tornamos mais sutis as nossas razões para nos justificar. Como fosse uma coisa normal, continuamos a semear destruição, dor, morte! A violência e a guerra trazem somente morte, falam de morte! A violência e a guerra têm a linguagem da morte!”.

As palavras do Papa Francisco ecoaram na Praça de São Pedro repleta de fiéis e de vários líderes religiosos não católicos, incluindo muçulmanos. “Queria pedir ao Senhor, nesta noite, que nós cristãos, os irmãos de outras religiões, todos os homens e mulheres de boa vontade gritassem com força: a violência e a guerra nunca são o caminho da paz!”. Francisco pediu que se cale o fragor das armas e que a linguagem do encontro substitua a linguagem do confronto e da morte, na certeza de que é possível percorrer o caminho da paz. “Esta noite queria que de todos os cantos da terra gritássemos: Sim, é possível para todos! E mais ainda, queria que cada um de nós, desde o menor até o maior, inclusive aqueles que estão chamados a governar as nações, respondesse: Sim queremos!”.

Cada um deve sair dos seus interesses, abrir-se ao diálogo e olhar para a dor dos irmãos, sem esquecer o drama das crianças. “Que acabe o barulho das armas! A guerra sempre significa o fracasso da paz, é sempre uma derrota para a humanidade. Ressoem mais uma vez as palavras de Paulo VI: «Nunca mais uns contra os outros, não mais, nunca mais... Nunca mais a guerra, nunca mais a guerra!»”. Perdão, reconciliação e paz para a Síria e Médio Oriente – o apelo de Francisco numa prolongada vigília que incluiu muita oração e momentos de silêncio.

No dia seguinte, no Domingo, 8 de setembro, durante a oração do Angelus, o Papa Francisco voltou a abordar o tema da Síria, condenando toda a violência, dizendo que há uma outra guerra, mais profunda, que urge combater: “É uma guerra mais profunda que devemos combater, todos. A decisão forte e corajosa de renunciar ao mal e às suas seduções, de escolher o bem, prontos a pagar pessoalmente: isto é seguir Cristo, isto é que é tomar a nossa própria cruz!”. Desviando-se, por momentos, do texto escrito, o Papa afirmou: “Para que serve a guerra, tantas guerras, se não fores capaz de fazer esta guerra profunda contra o mal? Não serve para nada!”.

 

2. O Papa visitou um centro de assistência em Roma, na tarde de terça-feira, dia 10 de setembro, deixando vários alertas. Francisco conversou com cerca de vinte refugiados que estavam na fila para receber a comida que diariamente é distribuída na cantina do centro jesuíta de acolhimento, na capital italiana. Depois, dirigindo-se aos agentes, voluntários e colaboradores deste centro, deixou um forte apelo para que Roma seja uma cidade de acolhimento, mais humana, para que os refugiados não se vejam obrigados a viver em situações degradantes, sem perspetivas de futuro.

Muitos dos refugiados têm histórias de vida dramáticas, dramas de guerra e conflitos por causa da política internacional, muitos são muçulmanos e de outras religiões – mas “não devemos ter medo das diferenças”, disse Francisco, “nem devemos ter medo da solidariedade com os mais necessitados, porque a fragilidade dos pobres desmascara os nossos egoísmos e falsas seguranças”.

Mais: os refugiados têm direito à integração e à participação ativa na sociedade e o primeiro passo da Igreja é acolher os pobres. Por isso, Francisco convidou os Institutos religiosos à coragem do acolhimento generoso: “Os conventos vazios não servem à Igreja se forem transformados em hotéis para ganhar dinheiro, os conventos vazios não são nossos – disse o Papa – são para a carne de Cristo, que são os refugiados”. Francisco deixou um apelo à generosidade para os acolherem nos conventos vazios – tarefa que não é simples e que exige critério, responsabilidade e coragem.

 

3.O Papa Francisco reuniu-se na manhã de terça-feira, dia 10, com todos os chefes da Cúria Romana. Todos os prefeitos das congregações e presidentes dos vários departamentos do Vaticano foram convocados para uma reunião que durou mais de 3 horas. O Papa já os tinha consultado, um a um, antes do verão; agora, Francisco presidiu a esta reunião conjunta para ouvir considerações e conselhos.

O conteúdo do que se falou não foi revelado. Um comunicado da Santa Sé refere apenas que a reunião se insere no contexto das reflexões do Papa sobre o governo da Igreja, de acordo com os desejos manifestados pelos cardeais, antes do último Conclave.

 

4. Apresentar a sua família ao Papa Francisco. Este é o desafio do Pontifício Conselho para a Família às crianças de todo o mundo entre os 3 e os 11 anos, que devem desenhar as suas famílias e enviar os desenhos ao Papa. Os desenhos vencedores serão apresentados ao Papa Francisco durante a Peregrinação das Famílias ao Túmulo de Pedro, em Roma, nos dias 26 e 27 de outubro. Os desdenhos podem ser enviados até ao dia 30 de setembro, numa folha A4, indicando o nome, a idade e lugar de procedência, através do email roma2013@family.va.

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