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“Estrada da violência e do ódio não resolve os problemas da humanidade”
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O Papa Francisco exprimiu “dor” pelos atentados terroristas em Paris. África espera pelo Papa, após uma semana em que o Santo Padre pediu educação e proteção para as crianças, foi noticiada uma visita à sinagoga de Roma e houve um momento de oração com os luteranos.

 

1. “Quero reafirmar com vigor que a estrada da violência e do ódio não resolve os problemas da humanidade e que utilizar o nome de Deus para justificar essa estrada é uma blasfémia”, disse o Papa a propósito dos ataques terroristas em Paris, na noite do passado dia 13 de novembro. Na oração do Angelus de Domingo, dia 15, Francisco sublinhou a sua proximidade com as famílias de todas as vítimas dos atentados de Paris. “Gostaria de exprimir a minha dor pelos atentados terroristas que na noite de sexta-feira ensanguentaram a França, causando numerosas vítimas. Ao presidente da República Francesa e a todos os cidadãos, ofereço as minhas fraternas condolências. Estou próximo em particular das famílias daqueles que perderam a vida e dos feridos. Tamanha barbaridade deixa-nos desanimados e perguntamos como pode o coração do homem idealizar e realizar eventos tão horríveis, que perturbaram não só a França mas o mundo inteiro. Diante de tais atos, não podemos deixar de condenar o inqualificável afronto à dignidade da pessoa humana. Quero reafirmar com vigor que a estrada da violência e do ódio não resolve os problemas da humanidade e que utilizar o nome de Deus para justificar essa estrada é uma blasfémia!”, garantiu o Papa Francisco, pedindo orações por toda esta situação e confiando a Maria “a sua querida nação francesa”. “Convido-vos a unirem-se à minha oração: confiemos à misericórdia de Deus as vítimas inocentes desta tragédia. Que a Virgem Maria, mãe de misericórdia, suscite nos corações de todos pensamentos de sabedoria e propósitos de paz. A Ela pedimos que proteja e cuide da sua querida nação francesa, a filha mais velha da Igreja, da Europa e do mundo inteiro”, terminou.

Nessa manhã de Domingo, o Papa Francisco fez ainda um apelo contra o hábito de consultar horóscopos e outras formas de tentar prever o futuro. “Quero perguntar-vos, mas não respondam. Quantos de vós leem o horóscopo do dia? Quando tiverem vontade de ler o horóscopo, olhem antes para Jesus que está ao vosso lado. É melhor, faz-vos melhor”, assegurou.

 

2. O Papa Francisco inicia esta semana a sua primeira visita a África. Quarta-feira, dia 25 de novembro, o Papa parte para a sua Viagem Apostólica ao Quénia, Uganda e República Centro-Africana, que se prolonga até dia 30 de novembro, segunda-feira. À hora de fecho desta edição ainda não havia certezas quanto à visita do Papa à República Centro-Africana, por razões de segurança, contudo o Vaticano tinha marcado para quinta-feira, dia 19, uma conferência de imprensa a propósito deste assunto.

 

3. O Papa recordou esta quarta-feira, no Vaticano, a celebração anual do Dia Mundial dos Direitos das Crianças, pedindo que a comunidade internacional assegure a todos os meninos e meninas o acesso à educação e os proteja da exploração. “Desejo que a comunidade internacional possa vigiar atentamente sobre as condições de vida dos pequenos, especialmente onde estão expostos ao recrutamento por parte de grupos armados”, salientou, no final da audiência-geral, na Praça de São Pedro, no passado dia 18 de novembro.

Francisco sublinhou a obrigação dos responsáveis políticos de “ajudar as famílias a garantir a cada menino e menina o direito à escola e à educação”. “É um dever de todos proteger as crianças e antepor a qualquer outro critério o seu bem, para que não sejam nunca sujeitas a formas de escravidão e maus-tratos nem a formas de exploração”, advertiu, a propósito do dia 20 de novembro, que assinala anualmente o aniversário da Declaração da ONU em favor dos direitos da infância e adolescência.

A catequese da audiência-geral teve como tema ‘No limiar do Jubileu da Misericórdia’. “Cada um de nós tem dentro de si coisas que pesam… Todos somos pecadores! Aproveitemos este momento que vem e passemos o limiar desta misericórdia de Deus que nunca se cansa de perdoar, nunca se cansa de esperar-nos! Olha-nos, está sempre ao nosso lado. Coragem! Entremos por esta porta!”, convidou o Santo Padre, frisando que “o Jubileu significa a grande porta da Misericórdia de Deus mas também as pequenas portas das nossas igrejas abertas para deixar entrar o Senhor ou tantas vezes deixar sair o Senhor, prisioneiro das nossas estruturas e do nosso egoísmo”. “Uma Igreja sem hospitalidade, assim como uma família fechada em si mesma, mortifica o Evangelho e desertifica o mundo. Nada de portas blindadas na Igreja! Tudo aberto!”, desejou o Papa Francisco.

 

4. O Papa Francisco vai visitar a sinagoga de Roma, dentro de dois meses, no dia 17 de Janeiro. Desde que foi eleito, Francisco tem tido diversos encontros inter-religiosos, com particular destaque para a sua visita à Terra Santa, onde se fez acompanhar de um rabino e de um imã argentinos. Mais tarde presidiu em Roma a um encontro de oração pela paz em que participaram o presidente de Israel, Shimon Peres, e o presidente da autoridade palestiniana, Mahmoud Abbas. No seu tempo de Arcebispo de Buenos Aires, na argentina, o Cardeal Bergoglio era conhecido por manter relações muito próximas de amizade com as comunidades muçulmana e judaica da cidade. Contudo, desde que se tornou Papa, Francisco não visitou a sinagoga de Roma. Agora, ao fazê-lo, vai seguir nas pegadas dos seus antecessores, Bento XVI e João Paulo II.

 

5. O Papa Francisco visitou, na tarde do passado Domingo, a Igreja Evangélica Luterana de Roma. “Houve tempos difíceis entre nós. Pensemos nas perseguições entre nós, com o mesmo Batismo. Pensemos em quantos foram queimados vivos. Devemos, todos, pedir perdão por isso”, manifestou.

Um longo aplauso acolheu o Papa, na sua entrada no templo evangélico para recordar o V centenário do teólogo e reformador Martinho Lutero. “É com alegria que rezo hoje, em Roma, com os irmãos Luteranos. Deus abençoe quantos trabalham em prol do diálogo e da unidade dos cristãos”, escrevera Francisco no Twitter, na manhã desse Domingo.

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