Lisboa |
Paróquia de Atouguia da Baleia
Veneração de imagem milagrosa marcou jubileu
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Foi a primeira veneração da imagem milagrosa em 70 anos e aconteceu nas comemorações do jubileu dos 325 anos do milagre de Nossa Senhora da Conceição de Atouguia da Baleia.

 

Nesta paróquia da Vigararia de Caldas da Rainha-Peniche, durante a vigília de oração, a 18 de maio, foi lido o relato do milagre, da autoria de frei Agostinho de Santa Maria, publicado em 1707 (cerca de 14 anos depois dos factos) e desconhecido na paróquia até há pouco tempo. “Fazendo fé nos vários testemunhos, que chegam dos finais do século XVII, num momento extraordinário que começou em 19 de maio de 1693 e durou 3 ou 4 dias, a imagem de Nossa Senhora da Conceição suou e chorou, no que foi interpretado como uma encarnação de Nossa Senhora”, refere um comunicado. Nesta celebração, a imagem milagrosa, que saíra do trono pela última vez para uma procissão em 1949, foi retirada solenemente do seu trono e levada para a capela mor da igreja. Ao longo de quase duas horas, os vários grupos da Paróquia de Atouguia da Baleia rezaram junto à imagem, com as crianças da catequese a depositarem junto ao tapete de flores as suas cartas a Nossa Senhora. No final, o pároco, padre Carlos Marques, renovou a consagração da paróquia.

A 19 de maio, aniversário do milagre, o pároco presidiu à Missa Solene, tendo recordado as circunstâncias do milagre, centrando-se na figura de Nossa Senhora. As comemorações terminaram na segunda-feira, dia 21 de maio, Solenidade da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, festa instituída pelo Papa Francisco no início deste mesmo ano de 2018 para a primeira segunda-feira depois do Pentecostes.

 

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Veneração de Imagem Milagrosa marcou Jubileu

 

As celebrações litúrgicas dos dias 18 e 19 de Maio foram os momentos centrais das comemorações do Jubileu dos 325 Anos do Milagre de Nossa Senhora da Conceição de Atouguia da Baleia, com destaque para a primeira veneração da imagem milagrosa em 70 anos.

A Vigília de Oração, na sexta-feira, dia 18, foi presidida pelo Prior de São Leonardo, Pe. Carlos Marques, estando também presentes o Pe. Lino Uhenge e o Pe. Miguel Pereira, natural da Paróquia e actual Prior de S. Pedro de Alcântara, em Lisboa. Antes de a celebração começar, foi lido o relato do milagre da autoria de Frei Agostinho de Santa Maria, publicado em 1707 (cerca de 14 anos depois dos factos) e desconhecido na paróquia até há pouco tempo.

Se todas as imagens de Nossa Senhora merecem devoção enquanto memória física da Mãe de Cristo e da Igreja, cumpre sublinhar que esta é uma imagem especial. Fazendo fé nos vários testemunhos – e não há motivo para não fazer, dada a abundância de relatos, de pormenores e de testemunhas presenciais – que chegam dos finais do século XVII, num momento extraordinário que começou em 19 de Maio de 1693 e durou 3 ou 4 dias, a imagem de Nossa Senhora da Conceição suou e chorou, no que foi interpretado como uma encarnação de Nossa Senhora.

Num momento de especial emoção, a Imagem Milagrosa – que saíra do trono pela última vez para uma procissão em 1949 – foi retirada solenemente do seu trono e levada para a Capela Mor da Igreja, onde tinha sido preparado um Altar de Culto.

Ao longo de quase duas horas, os vários grupos da Paróquia – Leitores, Acólitos, Ordem Franciscana Secular, Ministros Extraordinários da Comunhão, Renovamento Carismático, Agrupamento de Escuteiros, Caminho Neocatecumenal, Grupo de jovens, Catequistas e Catequese – foram fazendo leituras e orações de agradecimento e súplica a Nossa Senhora, intervaladas sempre por cânticos do Coro Paroquial, referentes não apenas à Virgem Maria mas também à Páscoa, sublinhando desta forma a importância fundamental de Nossa Senhora como caminho para Cristo. Depois da sua oração, as crianças da catequese presentes depositaram junto ao tapete de flores as suas Cartas a Nossa Senhora, que haviam sido desafiadas a escrever durante as catequeses que, ao longo da semana, tiveram lugar.

No final, com um silêncio reverencial numa igreja cheia e a transbordar de fé, depois de incensar a imagem de Nossa Senhora, o Prior de São Leonardo renovou a consagração da Paróquia, rezando em especial pelas famílias, pelas crianças, pelos adolescentes e pelos jovens, pelos casais, pelos doentes e pelos idosos. Pediu, finalmente, pela nossa pátria, Portugal, de qual Nossa Senhora é Rainha e Padroeira, por todos os que a governam e a habitam.

Antes de concluir a celebração, o Prior abençoou as medalhas especialmente cunhadas para assinalar este Jubileu e convidou todos os presentes a assinar um livro que ficará como memória da comemoração, junto ao qual serão guardadas as cartas escritas a Nossa Senhora e depositadas a seus pés. Convidou depois todos a aproximarem-se e a venerar a imagem naquela ocasião especial, dando ele próprio o exemplo, no que foi seguido pelos outros sacerdotes e depois por todo o povo que, durante quase uma hora, rezou à Virgem por protecção e amparo.

Já passava da meia-noite quando a imagem de Nossa Senhora, que estreara nesse dia o seu vestido e manto do Jubileu, regressou ao seu trono, depois de um extraordinário momento de fé de comunhão paroquial que encheu o coração de todos.

No dia seguinte, aniversário do milagre, coube ao Prior de São Leonardo presidir a Missa Solene que antecedeu a comemoração popular organizada pela Junta de Freguesia. Concelebrou o Pe. Francisco Pitinha. Na sua homilia, o Pe. Carlos Marques recordou as circunstâncias do milagre mas centrou-se na figura de Nossa Senhora e naquilo que pode fazer por cada um.

O Pe. Carlos Marques usou nesta ocasião e pela primeira vez a casula bordada a ouro que a Rainha D. Maria Sofia de Neuburgo, mulher de D. Pedro II, ofereceu durante a sua visita em 26 de Maio de 1696, anunciando que se iniciava a campanha para recolher fundos para o restauro do conjunto de paramentos históricos deixados pela Rainha de Portugal.

A história da visita da Rainha fora um dos destaques da conferência da Prof. Ana Batalha na quinta-feira, dia 17 de Maio, a par da história da imagem, os relatos do milagre e a construção da Capela Real, assim como as pitorescas zangas entre o Prior de São Leonardo e o Reitor da Capela Real. A partir do estudo que fez da documentação paroquial a professora da História relatou muitos pormenores desconhecidos para as mais de cem pessoas que assistiram.

As comemorações terminaram na segunda-feira, dia 21 de Maio, que neste ano e por feliz casualidade era a celebração da Solenidade da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, festa instituída pelo Papa Francisco no início deste mesmo ano de 2018 para a primeira segunda-feira depois do Pentecostes. Coube ao Pe. Lino Uhenge presidir à celebração, que foi concelebrada pelo Pe. Francisco Pitinha e pelo Pe. Faustino Tchitetele, da congregação dos Missionários de La Salette, que pela primeira vez celebrou depois de ter chegado de Angola recentemente.

Na sua homilia o Pe. Lino falou da forma como Maria nos une a Cristo e meditou nas palavras que o Papa Francisco pronunciara na homilia dessa mesma manhã em Roma. Depois da Santa Missa, teve lugar a Procissão das Velas com a imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, durante a qual se recitou o terço.

 

Recriação Histórica em dia de festa

Foi num ambiente de grande festa que Atouguia da Baleia assistiu à Recriação Histórica dos Círios à Senhora da Conceição, momento mais popular deste Jubileu dos 325 anos do Milagre. A organização da recriação foi da responsabilidade da Junta de Freguesia de Atouguia da Baleia, cujo Presidente, Afonso Clara, afirmou que “tudo o que se possa fazer para divulgar a história e o passado da Atouguia é bem-vindo”, elogiando o entusiasmo dos ranchos folclóricos da freguesia que dinamizam o evento.

Participaram na Recriação Histórica dois ranchos folclóricos da freguesia de Atouguia da Baleia – o Rancho Folclórico de Geraldes e o Rancho “As Lavadeiras” de Bôlhos – e dois grupos de fora, o Rancho Folclórico e Etnográfico do Arelho (Óbidos) e o grupo folclórico “Gentes de Almeirim”. Ricardo Gomes, coordenador da Recriação Histórica e responsável do Rancho Folclórico de Geraldes, adiantou que se pretendeu “representar aquilo que eram as vivências do povo no passado de Atouguia da Baleia”, em especial “a forma como se comportavam, como vestiam e assistiam ao acto religioso”.

No fim da celebração da Missa Solene, assinalado pelo repique dos sinos, o Prior de São Leonardo, Pe. Carlos Marques, saiu para o alpendre da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, onde aguardou a chegada dos romeiros, de charrete e a pé, trajando como abastados ou como simples povo de fé. Alfaias religiosas misturavam-se com farnéis, xailes com lenços e medalhas ao peito. O ruído dos cascos dos cavalos fundiu-se com o dos sinos e com a expectativa das pessoas que se juntavam no largo da igreja.

Chegados todos os romeiros, coube ao anjinho, cantar as loas à Senhora da Conceição, saudadas por toda a população. E fizeram depois todos, solenemente e ao som de gaita-de-foles, a recriação das tradicionais três voltas à igreja, com um andor com uma imagem da Imaculada Conceição.

No fim das voltas e de novo com o repique dos sinos e ao som de foguetes, assistiu-se a uma largada de pombos que gerou o entusiástico e espontâneo aplauso da população. A festa seguiu com um arraial em que alguns dos grupos folclóricos animaram a tarde. Foi uma tarde de festa e de alegria para a vila, que viu recuperada uma tradição antiga e celebrada uma das festas que maior entusiasmo gerava.

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