Ano da Fé |
Acreditar com o Concílio
Maria participa da missão pública de Jesus
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|Lumen Gentium, nº58|

“Na vida pública de Jesus, a Sua Mãe manifesta-se claramente, logo no início, quando nas bodas de Caná da Galileia, movida de misericórdia, conseguiu, com sua intercessão, que Jesus, o Messias, desse início aos seus milagres (cf. Jo. 2,1-11). Durante a pregação do seu Filho, ouviu as palavras com que Ele, exaltando o reino acima das razões e vínculos da carne e do sangue, proclamou bem-aventurados os que ouvem e observam a palavra de Deus (cf. Mc. 3,35; Lc. 11,27-28), como ela fazia fielmente (cf. Lc. 2,19 e 51). Assim avançou a santíssima Virgem pelo caminho da fé, e conservou fielmente a união com o seu Filho até à cruz, junto da qual, por desígnio de Deus, se manteve de pé (cf. Jo. 19,25); sofreu profundamente com o seu Filho Unigénito e associou-se, de coração maternal, ao Seu sacrifício, consentindo amorosamente na imolação da vítima que havia gerado; finalmente, ouviu estas palavras do próprio Jesus, ao morrer na cruz, e dando-a ao discípulo por Mãe: Mulher, eis o teu filho (cf. Jo. 19,26-27)”.

 

|Comentário de D. Nuno Brás|

De há algumas semanas a esta parte, guiados sempre pelo Concílio Vaticano II, temos vindo a realizar o que poderíamos chamar uma contemplação da figura da Virgem Maria e do seu lugar na história da salvação, conduzidos pela Constituição conciliar sobre a Igreja, Lumen Gentium.

Esta semana, vejamos como este documento nos chama a atenção para a presença constante de Nossa Senhora na vida pública de Jesus. Não se trata simplesmente de afirmar que a Virgem Maria, numa atitude muito humana, acompanhou constantemente o seu Filho e dele cuidou ao longo da sua vida: o Concílio quer antes mostrar-nos como a Virgem assume, do início ao fim, o lugar do verdadeiro discípulo de Jesus, tornando-se deste modo para todos a figura exemplar da nossa atitude para com o Senhor.

De um modo particular, o Concílio refere-se a três momentos. Primeiramente, o Vaticano II fala da presença da Virgem Maria no início dos milagres de Jesus, em Caná da Galileia: o Concílio sublinha aí o seu papel de intercessora junto de Seu Filho, em favor dos homens.

Depois, em segundo lugar, a Constituição Lumen Gentium assinala a presença da Virgem durante a pregação pública que Jesus faz do Evangelho: o Concílio faz notar a atitude de Nossa Senhora como “ouvinte da Palavra” – quer dizer, Nossa Senhora não apenas consentiu no Mistério da Encarnação, mas em toda a existência de Mulher permitiu que o Verbo a faça, também Ela, avançar no caminho da fé: acima dos laços do sangue e da carne, a Virgem Maria acolheu fielmente e observou a palavra de Deus, deixando que Ela se tornasse a “forma” da sua vida.

Finalmente, e em terceiro lugar, o Concílio destaca a presença de Nossa Senhora junto à cruz de Jesus: apesar do seu profundo sofrimento maternal, a Virgem Maria permaneceu firme, de pé, levando até ao fim a sua condição de Mãe de Deus. Nesta sua entrega total, a Virgem Maria assumiu completamente a sua maternidade e, com a atitude de quem está de pé, de certo modo preanunciou também a ressurreição do Senhor. E, assim, encontramos a atitude maternal da Virgem Maria não só no nascimento do Verbo de Deus em nossa carne mortal como igualmente ao longo de toda a Sua vida pública e, depois da ressurreição dos mortos, assumindo o seu lugar de Mãe da Igreja, junto dos discípulos, o mesmo é dizer, junto do novo corpo de seu Filho.

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