Vida Consagrada |
Documentos para o Ano da Vida Consagrada
Perscrutar o caminho
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Os consagrados e as consagradas têm por missão “despertar o mundo”, mas como é que poderão despertar o mundo atual? Redescobrindo o Evangelho com todo o coração!

 

São convidados a serem radicais, não num movimento de radicalidade à semelhança de um Joaquim De Fiore ou de um Lutero, mas, como afirma o Papa Francisco, «trata-se de deixar tudo para servir o Senhor. Não, não quero dizer radical! A radicalidade evangélica não é só para os religiosos: a todos se exige. Mas os religiosos seguem o Senhor de modo especial, de modo profético. Espero de vós esse testemunho.» Além da carta apostólica assinada pelo Papa Francisco, que pede sobretudo alegria, profecia e comunhão aos consagrados (pode ser lida em www.vatican.va), a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica divulgou já dois documentos – Perscrutai e Alegrai-vos –, numa forma de traduzirem as expectativas do Papa para os consagrados e consagradas neste ano jubilar.

Alegria, alegria, alegria! Este é o vinho novo que tem de acompanhar a renovação da vida consagrada para despertar o mundo! A vida consagrada atual deve ousar fazer como São Francisco de Assis: tomando o Evangelho como forma de vida, fez crescer a fé, renovou a Igreja e, ao mesmo tempo, renovou a sociedade, tornando-a mais fraterna, mas sempre com o Evangelho e com o testemunho. «Pregai sempre o Evangelho e, se for necessário, pregai-o também com as palavras» (EG, n.º 47), dizia São Francisco.

A carta Alegrai-vos procura descrever a alegria bíblica, evangélica e messiânica que os consagrados devem fazer suas. Há em Isaías 66 todo um conjunto de vocábulos: «alegrai-vos, exultai, transbordai» e também «consolação, delícia, abundância, prosperidade, carícias»... Este é o ponto de partida do documento que procura traçar um percurso para redescobrirmos a beleza da consagração que leva a todos a consolação de Deus, num mundo onde há um défice de alegria.

Trata-se de renascer vocacionalmente, porque a vocação foi uma visita de Deus a cada consagrado que nos encheu de consolação e nos apresentou a vocação de cada um como um banquete onde se recebe e se dá alegria. Além disso, a vida consagrada é determinada por verbos de movimento, porque em todas as circunstâncias ou vocações é uma contínua procura – do Deus da alegria e da festa que preenche todas as expetactivas humanas.

Alegrai-vos é um texto inquietante e provocador, que leva os consagrados, e todos os cristãos, a uma profunda reflexão sobre a própria vida, atitude e testemunho. E esta reflexão segue na segunda carta, intitulada Perscrutai, um verdadeiro vademecum para os consagrados no ano que lhes vai ser dedicado. Este documento convida-nos a «perscrutar os horizontes da nossa vida e do nosso tempo em atenta vigília. Perscrutar na noite para reconhecer o fogo que ilumina e guia, perscrutar o céu para reconhecer os sinais exteriores de bênçãos para a nossa aridez. Vigiar atentamente e interceder, firmes na fé» (n.º 1).

Os consagrados e as consagradas devem estar «sempre em caminho com aquela virtude que é uma virtude peregrina: a alegria» (Papa Francisco), para respirarmos o ar puro do Espírito Santo, deixando para trás uma Igreja mundana (n.º 1). Para isso, e agora, 50 anos após o Concílio que abundante e evangelicamente abordou e renovou a Vida Consagrada, procura-se uma «fidelidade criativa e uma viva generosidade». Por isso, o documento convida-nos a adotar o estilo stop and go, o estilo do Êxodo.

Com esta expressão alude também à necessidade de tomar consciência da presença da nuvem, sinal permanente da presença de Deus no meio do seu Povo, que, em alturas que menos cuidamos, ora se levanta ora repousa. Assim descobriremos que «caminhar seguindo os sinais de Deus significa experimentar a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo, centro da vida e fonte das decisões e das obras. O encontro com o Senhor renova-se dia após dia na alegria do caminho perseverante» (n.º 19).

Perscrutai convida-nos, enfim, a percorrermos o caminho do Ano da Vida Consagrada “em êxodo obediente” e “em atenta vigília”.

texto pelo Pe. Mário Santos, religioso paulista
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