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Papa compara Paixão de Jesus ao sofrimento dos refugiados
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O Papa Francisco lembrou os refugiados, na celebração do Domingo de Ramos. Na semana em que se estreou em mais uma rede social, o Papa recordou o que é ser bispo e foi noticiado o interesse de Francisco em visitar a Arménia. O novo Presidente da República Portuguesa foi recebido pelo Papa Francisco.

 

1. Em Domingo de Ramos, o Papa Francisco comparou o sofrimento dos refugiados com a Paixão de Jesus quando foi detido e crucificado. “Enquanto Lhe é negada toda a justiça, Jesus sente na própria pele também a indiferença, porque ninguém quer assumir a responsabilidade do seu destino. Penso em tanta gente, tantos marginalizados, tantos migrantes, tantos refugiados, por cujo destino também ninguém quer assumir responsabilidade”, salientou Francisco, na homilia da Missa de Domingo de Ramos, 20 de março, no Vaticano. Na sua homilia, o Papa enfatizou ainda o contraste entre Jesus, que se “aniquilou” totalmente pela humanidade, e os homens, a quem custa tanto renunciar a algo por Cristo. “Pode parecer-nos muito distante o modo de agir de Deus, que se aniquilou por nós, quando vemos que já sentimos tanta dificuldade para nos esquecermos um pouco de nós mesmos: Ele renunciou a si mesmo por nós; quanto nos custa renunciar a algo por Ele e pelos outros!”, lembrou. Contudo, é este o caminho, diz Francisco. “O caminho do serviço, da doação, do esquecimento de nós próprios. Podemos aprender este caminho detendo-nos nestes dias a contemplar o Crucificado, para aprender o amor humilde, que salva e dá a vida, para renunciar ao egoísmo, à busca do poder e da fama”, convidou.

No final da Missa, após a oração do Angelus, o Papa incentivou os muitos jovens presentes na Praça de São Pedro a participarem na Jornada Mundial da Juventude, no verão, na Polónia. “Envio uma saudação especial aos jovens aqui presentes, que se estende a todos os jovens do mundo. Espero que possam ir em grande número a Cracóvia, pátria de São João Paulo II, que deu início às Jornadas Mundiais da Juventude. Confiamos à sua intercessão os últimos meses da preparação desta peregrinação que, no quadro do Ano Santo da Misericórdia, será o jubileu dos jovens ao nível da Igreja universal”, referiu Francisco.

 

2. O Papa Francisco estreou, no dia 19 de março, a sua conta na rede social Instagram (www.instagram.com/franciscus), de partilha de fotografias. Poucos momentos após ter postado a primeira fotografia – do próprio Papa a rezar e com a legenda ‘Rezem por mim’ em diversas línguas –, a conta @franciscus já tinha cerca de 20 mil seguidores, à tarde eram já quase 200 mil e nos primeiros três dias ultrapassou o milhão e meio os que seguem a conta do Papa no Instagram, cuja estreia foi feita no dia litúrgico de São José, pelo qual Francisco tem uma grande devoção.

“O Instagram vai ajudar a contar o Papado por imagens, para permitir que todos os que desejam acompanhar e saber mais sobre o pontificado do Papa Francisco encontrem os seus gestos de ternura e misericórdia”, explicou o prefeito da Secretaria para a Comunicação do Vaticano. Segundo monsenhor Dario Viganò, serão escolhidas fotografias do Serviço Fotográfico do jornal L'Osservatore Romano e selecionados “certos detalhes” para poderem mostrar os aspetos de “proximidade e de inclusão que Francisco vive a cada dia”.

 

3. O Papa Francisco ordenou, ainda no sábado, dois novos bispos, recordando que ser bispo é um serviço, e não uma honra, e que estes se devem esforçar por ser próximos dos fiéis e dos seus padres. “Colocados pelo Pai à cabeça da sua família, sigam sempre o exemplo do Bom Pastor, que conhece as suas ovelhas. Por detrás de cada papel, de cada carta, há uma pessoa. Que essa pessoa seja conhecida por vós e que vós sejais capazes de os conhecer. Amem com o amor de Pai e de irmão todos aqueles que Deus vos confia”, salientou Francisco, pedindo especial atenção para com os “padres” e “diáconos”. “Faz pena quando vemos um padre a dizer que tenta falar com o seu bispo mas o secretário diz que ele está tão ocupado que não o poderá ver antes de três meses. O mais próximo do bispo é o seu sacerdote. Se não fores capaz de amar o teu próximo não serás capaz de amar a todos”, garantiu o Papa.

 

4. A Santa Sé está a estudar uma viagem do Papa Francisco à Arménia, já no mês de junho. A hipótese ganhou mais força, na sexta-feira, 18 de março, com as declarações feitas pelo porta-voz do Vaticano. O padre Federico Lombardi confirmou que a visita está em estudo e deverá ocorrer na segunda metade do mês de junho, mas informa que a equipa do Vaticano que habitualmente prepara as viagens do Papa ainda não foi à Arménia. Por isso, para já ainda não há programa aprovado, nem datas definidas.

A notícia circula há alguns meses e o pretexto é o centenário dos massacres contra os cristãos arménios, realizados pela Turquia, durante a I Guerra Mundial. Em abril do ano passado, numa missa na Basílica de São Pedro e perante autoridades religiosas da Arménia, o Papa Francisco classificou a morte de um milhão e meio de cristãos, entre 1915 e 1917, como “o primeiro genocídio do século XX”.

 

5. O Papa Francisco recebeu, no dia 17 de março, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Vaticano, num clima de grande afeto e cordialidade entre ambos. Ao ser cumprimentado por um Francisco sorridente, Marcelo ficou visivelmente comovido. Os dois entraram depois para a biblioteca, onde é habitual serem recebidos os chefes de Estado no Vaticano. Aí estiveram reunidos a sós durante meia hora e conversaram em espanhol. À saída, deu-se a também habitual troca de presentes: Marcelo entregou ao Papa um conjunto de paramentos, casulas e estolas para os vários tempos litúrgicos, com a assinatura do arquiteto Siza Vieira, e levou, da sua coleção particular, um registo de Santo António; o Papa retribuiu com uma medalha do pontificado em bronze, onde figuram dois ramos de oliveira que se entrelaçam em sinal de paz, segundo explicou. Colocando a mão no ombro de Marcelo, Francisco referiu que “os políticos são chamados a construir a paz”.

Aos jornalistas, o Presidente da República confirmou que entregou ao Papa Francisco o convite oficial por parte do Estado português para a vista a Portugal para as celebrações do centenário das Aparições de Fátima, em 2017. Marcelo não revelou a resposta do Papa, mas afirmou: “O máximo que posso dizer é que saí muito feliz desta audiência”.

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