Domingo |
À procura da Palavra
Somos bons pastores?
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DOMINGO IV PÁSCOA Ano B

“Eu sou o bom pastor.

O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas.”

Jo 10, 11

 

A imagem de Jesus como Bom Pastor, pintada nas catacumbas de S. Calisto em Roma e datada do século III, é uma das primeiras e mais antigas representações de Jesus. Era uma representação muito querida dos primeiros cristãos. E o Papa Francisco, desde a primeira Missa Crismal a que presidiu, tem insistido, de modo especial com bispos e padres, para serem “pastores com o cheiro das ovelhas”. A proximidade com que se procura servir é condição fundamental para o verdadeiro serviço. ​

​E não será assim em todas as responsabilidades humanas? Não somos todos líderes de pequenas e grandes associações, da família a grandes empresas, de uma associação a estados? Como é possível ser “bom pastor” quando não se conhece a realidade de todos, quando interesses pessoais se põem à frente do bem comum, e privilégios adquiridos se deixam de confrontar com valores de justiça e equidade? O velho adágio tem uma actualidade premente: “quem não vive como pensa, acaba por pensar como vive!” É na vida, com o passar do tempo e os frutos que se partilham (ou não), que se reconhecem e apreciam os “bons pastores” e se desmascaram os mercenários!

Escutar, discernir e viver “o chamamento do Senhor” é o convite que o Papa Francisco faz para esta semana de oração pelas vocações. Estes verbos podem configurar a missão de pastores a que, no fundo, muitos ou todos, somos chamados. Escutar o que o Espírito diz no mais íntimo de cada um de nós implica abertura e acolhimento. Escutar o que os outros dizem, por palavras e em silêncio, é o primeiro grande serviço para entender e ajudar. Discernir é usar os dons da inteligência e da sabedoria para escolher os melhores caminhos. É procurar olhar a vida com os olhos de Jesus ressuscitado que dá a vida pelas suas ovelhas. E viver é assumir a nova existência de quem é amado e salvo pela vida entregue por Jesus. Viver comprometido em transformar tudo segundo o projecto de Deus.

Podemos estranhar o nome de “pastores” num tempo e numa cultura que já não entende este simbolismo. É possível dar-lhe outros nomes: contudo saberemos sempre identificar quem ama e dá a vida. É desses pastores que o mundo precisa.

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