Roma |
Missa na Casa Santa Marta
Papa reza pela conversão “dos mafiosos, dos agiotas e de tantos outros”
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Na Missa desta quarta-feira da Semana Santa, o Papa Francisco rezou pela conversão dos que, “neste tempo de pandemia”, fazem “comércio com os necessitados”. “Rezemos, hoje, por aqueles que neste tempo de pandemia fazem comércio com os necessitados. Aproveitam-se da necessidade dos outros e os vendem: os mafiosos, os agiotas e tantos outros. Que o Senhor toque o coração deles e os converta”, pediu o Santo Padre, no início da celebração da Eucaristia.

Na capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, o Papa começou por lembrar, na sua homilia, que “Quarta-feira Santa é também chamada ‘quarta-feira da traição’, o dia no qual na Igreja se ressalta a traição de Judas”. “Judas vende o Mestre”, frisou Francisco, sublinhando que também hoje existem Judas, ou seja, pessoas que traem. “Também hoje pessoas são vendidas. Todos os dias. Existem Judas que vendem os irmãos e as irmãs, explorando-os no trabalho, não pagando o justo, não reconhecendo os deveres… Aliás, muitas vezes vendem o que têm de mais precioso. Penso que, por comodidade, um homem é capaz de distanciar os pais e não mais ir vê-los, colocá-los numa casa de repouso e não ir visitá-los… vende. Há um ditado popular que, falando de pessoas assim, diz que ‘este é capaz de vender a própria mãe’: e a vendem. E então ficam tranquilos, foram distanciados: ‘Cuidem vocês deles…’”, denunciou.

Na véspera do Tríduo Pascal, o Papa convidou os cristãos a pensarem “nos muitos Judas institucionalizados neste mundo, que exploram as pessoas”. “E pensemos também no pequeno Judas que cada um de nós tem dentro de si na hora de escolher: entre lealdade ou interesse. Cada um de nós tem a capacidade de trair, de vender, de escolher o próprio interesse. Cada um de nós tem a possibilidade de deixar-se atrair pelo amor ao dinheiro ou aos bens ou ao bem-estar futuro. ‘Judas, onde estás?’ Mas, a pergunta, faço-a a cada um de nós: ‘Tu, Judas, o pequeno Judas que tenho dentro: onde estás?’, terminou Francisco.

texto por Diogo Paiva Brandão
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