Roma |
Missa de sexta-feira na Casa Santa Marta
“Cristo consola sempre na proximidade, com a verdade e na esperança”
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O Papa Francisco lembrou que “uma das funções, das ‘atividades’ do Senhor, é consolar” e explicou “qual é a verdadeira consolação do Senhor”. “Neste trecho do Evangelho vemos que o Senhor consola sempre na proximidade, com a verdade e na esperança. São as três características da consolação do Senhor”, referiu, a propósito do Evangelho desta sexta-feira, 8 de maio, que relata o episódio em que Jesus diz aos discípulos «Eu sou o caminho, a verdade e a vida».

Na Missa matinal na Casa Santa Marta, no Vaticano, explicou depois cada uma das três formas de consolação de Cristo. “Na proximidade, nunca distante: estou aqui. Que bonita expressão: ‘Estou aqui’. ‘Estou aqui convosco’. E muitas vezes em silêncio. Mas sabemos que Ele está presente. Ele está sempre presente. A proximidade, que é o estilo de Deus, também na Encarnação, significa que está próximo de nós. O Senhor consola na proximidade. E não usa palavras vazias, aliás, prefere o silêncio. A força da proximidade, da presença. Ele fala pouco. Mas está próximo”, garantiu o Papa, descrevendo, depois, a “segunda caraterística da proximidade de Jesus, da sua maneira de consolar”, a verdade. “Jesus é verdadeiro. Não profere palavras formais, que são mentiras: ‘Não, não te preocupes, tudo passará, nada acontecerá, passará, as coisas passam...’. Não! Ele diz a verdade. Não esconde a verdade. Porque neste trecho Ele mesmo diz: «Eu sou a verdade!» (cf. Jo 14, 6)”.

Por último, Francisco lembrou que “a terceira caraterística” é que “Jesus consola na esperança”. “O Senhor volta sempre que um de nós está a caminho para partir deste mundo. «Virei e levar-vos-ei»: a esperança. Ele virá, pegar-nos-á pela mão e levar-nos-á. Ele não diz: ‘Não, não sofrerás, não é nada...’. Não! Diz a verdade: ‘Estou próximo de vós, esta é a verdade: é um mau momento, de perigo, de morte. Não se perturbe o vosso coração, permanecei na paz, naquela paz que é a base de toda a consolação, pois virei e vos levarei pela mão para onde Eu estiver’”.

Na homilia desta sexta-feira, o Papa não escondeu que “não é fácil deixar-se consolar pelo Senhor”. “Muitas vezes, nos maus momentos, ficamos zangados com o Senhor e não permitimos que Ele nos fale assim, com esta doçura, com esta proximidade, com esta mansidão, com esta verdade, com esta esperança. Peçamos a graça de aprender a deixar-nos consolar pelo Senhor. A consolação do Senhor é verdadeira, não engana. Não se trata de anestesia, não. Mas ela está próxima, é verdadeira e abre-nos as portas da esperança”, assegurou.

No início da celebração, o Papa Francisco lembrou que hoje é Dia Mundial da Cruz Vermelha, e rezou pelos funcionários desta “instituição benemérita”. “Que o Senhor abençoe o seu trabalho, feito de modo tão bom”, pediu.

 

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